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Que tal você não se matar neste verão?

Assuma a responsabilidade por suas ações. Para ter sucesso profissional e uma vida pessoal com menos dor de cabeça, devemos assumir a responsabilidade de nossas ações. Mas, nem por isso precisamos nos tornar uma pessoa rabugenta. Sejamos leve. Mantenha a leveza em suas decisões.

Por favor, não desamine da leitura. Veja bem, responsabilidade é o primeiro assunto que quero tratar neste ano de 2017. Se você pensou que seria um assunto fúnebre, ainda vamos chegar lá. Entretanto, para isso preciso ressaltar – não se mate neste verão! Isso mesmo, tenha responsabilidade de ficar vivo.

Ainda não pirei na batatinha, apenas quero tratar deste assunto muito sério. Tenho a impressão de que algumas pessoas, hoje em dia, não valorizam sua própria vida e o seu trabalho. Vivem em um mundo de irresponsabilidade. Não respeitam nem seus familiares, amigos e colegas da empresa.

Lembre-se: você é o dono da sua vida, mas não se mate neste verão. O que eu quero dizer com isso? Vou contar um fato assustador que eu presenciei nestes últimos dias de calor. Como de costume, estava à beira-mar sentado em minha cadeira de praia embaixo do guarda-sol lendo o jornal do dia. Exatamente, neste dia preferi por uma decisão inconsciente ‘pegar praia’ no canto do Gi. Geralmente, prefiro ficar em frente ao posto 1, na Praia do Mar Grosso, também em Laguna.

Neste dia poucas pessoas estavam na praia e como de costume não tinha guarda-vidas naquele local. Salva-vidas no Gi somente nos fins de semana. Dias de semana fique por sua responsabilidade. Simples assim… Pois bem. Quando me deparo à beira-mar, observo um casal registrando fotos – os mesmos pareciam turistas. Os dois aparentavam mais ou menos na faixa de seus 40 anos. Nada de anormal.

Continuei lendo o jornal. Passados uns quarenta minutos, mais ou menos, de repente ouço um grito de socorro! Levantei a cabeça, mas ainda sentado na cadeira de praia observei uma cena que preferiria não ter visto.

O casal de turistas sendo arrastados pela corrente de retorno do canto do Gi. Outro grito de socorro! Ainda mais desesperado.

Eu sei nadar. Porém, não estou treinado para salvar pessoas ou qualquer coisa que esteja se afogando na praia. Muito menos carregados pela corrente de retorno. Isso requer treinamento e experiência. Fica um alerta: não caia na tentação de salvar alguém que esteja se afogando. Isso requer prática e experiência. O que eu fiz? Corri em busca de ajuda!

Próximo onde eu estava tinha um casal brincando na areia com seu filho, e por sorte o marido era surfista. Ele não tinha ouvido os gritos desesperados de socorro. Tão prontamente perguntei se ele sabia nadar e ele saiu correndo para salvar o casal. E no mesmo instante chega à praia uma caminhonete e o motorista também sabia nadar e ainda possuía pé de pato que usava para mergulhar.

Os dois saíram correndo e se atiraram ao mar para salvar o casal. O casal foi salvo. Fiquei aliviado e agradecido por contar com a ajuda destas pessoas. Se eu estive sozinho, o casal teria morrido. Seria muito triste, tanto para mim e tanto quanto trágico para os familiares, amigos e colegas de trabalho do casal de turistas.

Eu sei, viver é correr riscos, mas nem por isso você precisa dar sopa para o azar! Neste verão, não se arrisque no mar, no rio, na lagoa ou em cachoeiras. Fique vivo!

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