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Pais antecipam as compras do material escolar

Promoções e novidades movimentam as papelarias de Tubarão. Procon alerta cuidados com os itens da lista e reforça a pesquisa antes da compra. Aumento abusivo dos preços próximo do início das aulas será monitorado.

Novidades estão expostas nas papelarias, que registram movimento intenso em Tubarão - Foto: Lysiê Santos/Notisul

Novidades estão expostas nas papelarias, que registram movimento intenso em Tubarão – Foto: Lysiê Santos/Notisul

Lysiê Santos
Tubarão

Enquanto os educadores de Tubarão iniciam o período de férias, os estudantes se preparam para a volta às aulas. Ao todo, 508 servidores do setor educacional, 298 celetistas e 210 estatutários estarão de férias até o próximo dia 7, retornando às atividades no dia seguinte. As aulas iniciam em 13 de fevereiro na rede estadual e municipal de várias cidades da região.

Milhares de pais não perdem tempo e já iniciam a procura, alguns a peregrinação pelos materiais escolares. É mochila, cadernos, lápis de cor, borracha, estojo… A lista é extensa. Nesse período do ano, milhares de pessoas encaram os gastos fixos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), e ainda precisam preparar o bolso para os pedidos dos filhos que buscam materiais personalizados.

As principais papelarias da Cidade Azul registraram movimento intenso ontem de famílias que já foram às compras. “Hoje (ontem), a loja está bem movimentada. Estamos com muitas novidades. Muitos pais antecipam-se, mas sempre há aqueles que deixam para última hora”, relata a auxiliar administrativa da papelaria Marielle, Monica Ramos. Ela informa que os preços são bem variados. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório, os produtos estão mais caros que em 21016. Dois motivos devem ter afetado a alta: a tributação, 40%, em média, são de impostos; e o aumento de 24% no valor do papel, o que deve impactar entre 5% e 10% no preço dos cadernos, fichários e agendas.

Aplicativos facilitam comercialização de materiais
A cada ano, o setor varejista de material escolar busca trazer novidades para atrair os consumidores. Dessa vez, o uso de aplicativos de comunicação instantânea, como o WhatsApp, tem facilitado o acesso entre consumidores e comércio. “Mandamos fotos dos materiais e orçamentos para as mães, que compartilham nos grupos de amigos delas. Muitos clientes estão gostando do uso dessa ferramenta”, afirma a gerente da Livraria Catarinense, de Tubarão, Deise Rosa de Andrade Marquetto.

A proprietária da papelaria Moranguinho, também da Cidade Azul, Albertina Vieira Andrade, reforça que o aplicativo facilita muito as vendas. “Aderimos às tecnologias para melhor atender o cliente. Também trabalhamos com agendamento de horários e até parceria com estacionamentos para facilitar o acesso à loja”, destaca.

Crianças procuram materiais personalizados

A pequena Isadora já escolheu seus personagens preferidos para os materiais escolares - Foto: Lysiê Santos/Notisul

A pequena Isadora já escolheu seus personagens preferidos para os materiais escolares – Foto: Lysiê Santos/Notisul

Na hora da compra, muitas vezes é a criança que decide o que vai levar. E quando entram nas papelarias, os olhos brilham ao se deparar com seus personagens de desenhos animados preferidos. Isadora, de 6 anos, acompanhou a mãe, Janaina Nunes Cardoso, na compra dos itens para ingressar no segundo ano do ensino fundamental. “Costumo comprar com antecedência e sempre trago ela junto”, afirma a mãe. Em 2017, a pequena escolheu o caderno com a estampa da Miraculous – As Aventuras de Ladybug (ou Miraculous), que é uma série de animação que mistura elementos de fantasia, inspirados em um gênero japonês, além de super-heróis como o Homem-Aranha. “Estou empolgada para começar as aulas”, resume a menina. O estudante Mateus R. Nunes, 10, também acompanhou os pais ontem na escolha dos materiais personalizados.

Procon incentiva pesquisa antecipada de preços
Com o orçamento apertado, a orientação é economizar. Para isso, a pesquisa de preços é fundamental, já que os valores podem variar entre as papelarias. De acordo com a técnica em atendimento do órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Leandra Nunes, pesquisar ainda é a melhor medida para economizar. “Comparar os preços fazendo as compras nas lojas que oferecem as melhores condições é uma das medidas que podem ser tomadas. Organizar grupos de compras coletivas com outros pais para negociarem preços e também comprar no atacado o material necessário. Conversar com os filhos para ver quais materiais do ano anterior podem ser utilizados ainda”, orienta.

O Procon faz algumas observações importantes. Segundo a técnica, é preciso ter muita atenção em relação às listas que as escolas entregam para os alunos. “Produtos de uso coletivo não devem ser requisitados. Papel higiênico, sabonete, detergente, sabão em pó, água sanitária não podem figurar na lista. No nosso entendimento, os custos com esse tipo de material já estão calculados e embutidos na mensalidade. A lista de material deve se restringir ao uso dos itens individuais do aluno. É proibido também exigir marcas específicas e indicar estabelecimentos exclusivos, excetuando-se as apostilas pedagógicas que figuram no contrato da prestação de serviço da escola com os contratantes”, reforça.

Ela ainda indica aos pais que antes ir às compras selecionem tudo o que pode ser usado novamente neste ano letivo, como tesoura, régua e mochila, por exemplo.

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