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Bom dia. É comum no ambiente de gestão se dizer que, quando uma empresa necessita cortar os gastos, a primeira coisa é cortar o cafezinho. Isto demonstra a inexistência de um controle exato dos números deste negócio, já que o impacto de uma medida desta será irrisório perante os gastos em outros setores. Segundo a teoria de Pareto, ou teoria do 80-20, é usada na gestão para mostrar que 80% dos gastos estão concentrados em 20% dos itens utilizados naquele negócio. Logo, não será um cafezinho que irá tirar uma firma do vermelho.
Acompanhamento
No agronegócio, as regras são as mesmas. Como o objetivo de qualquer negócio é ganhar dinheiro, faz-se necessário o acompanhamento dos reais gastos de cada item da produção e saber quanto cada um impacta sobre o custo de produção. Por exemplo, na produção de ovinos, um levantamento dos custos com mão-de-obra, alimentação, medicamentos, energia, mecanização, consertos, visitas técnicas, sal mineral, manutenções, impostos, depreciações são os mínimos para que se saiba realmente quanto está custando cada quilo de cordeiro vendido. Assim, podemos fazer várias análises, como ver se o negócio está realmente dando lucro, onde se pode diminuir com os gastos, se realmente é o melhor negócio para aquela propriedade, e se está apto a fazer algum investimento.
Lucro
Para começar, deve-se fazer um levantamento de tudo que existe na propriedade (edificações, cercas, animais, estoques de alimentação, medicamento, adubos e sementes, etc.), anotar todas as receitas e todos os gastos, especialmente o chamado “picadinho”, aquele que é comprado de pouco em pouco. A partir daí, pode-se fazer um demonstrativo do resultado do exercício:
• Subtraia da Receita Operacional Bruta (todo o dinheiro que entrou no negócio) dos impostos que incidem sobre a venda. O resultado será a Receita Operacional Líquida (ROL).
• Subtraia do ROL o Custo do Produto Vendido (gastos em alimentação, medicamentos, visitas do veterinário, sal mineral, fretes, etc.). O resultado será o Lucro Bruto (LB).
• Subtraia do LB as despesas com o negócio (parte dos custos fixos utilizados no negócio, como mão-de-obra, energia, imposto rural, combustível, manutenções de máquinas, etc). O resultado será o que chamam de Ebitda (lucro formador de caixa).
• Agora, subtraia da Ebitda parcelas de empréstimos a serem pagas, a depreciação das máquinas, implementos e edificações, e o imposto de renda. O resultado final será o lucro líquido do seu negócio.
Com os números em mãos, é possível colocar o lucro em primeiro grau de importância e trabalhar com expectativa de lucro. Este é um início. |