Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010  
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Daisson José Trevisol e Fabiana Schuelter Trevisol  
Ciência e Saúde
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Estes colunistas escrevem todas as segundas-feiras.
 
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é visto, mais comumente, em crianças e baseia-se nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa ativa e agitada além do comum).

Quem apresenta?
Estima-se que cerca de 3% a 5% das crianças na idade escolar (entre 5 a 10 anos) apresentem hiperatividade e/ou déficit de atenção. Os meninos têm de quatro a nove vezes mais probabilidade de serem afetados do que as meninas. Em adolescentes e adultos ainda existem poucos dados de qual é a porcentagem da população afetada, mas é sabido que ambos os grupos podem desenvolver o transtorno.

O transtorno e o cérebro
Estudos mostram que os portadores do transtorno têm uma falha da conexão da região central orbital do cérebro com o restante dele. Essa área é responsável pela inibição de comportamentos considerados inadequados. Há uma alteração no funcionamento dos neurotransmissores e suas conexões. Este transtorno é caracterizado por alterações dos sintomas motores, perceptivos, cognitivos e de comportamento, o que compromete o aprendizado da criança.

Como se manifesta?
Geralmente o problema é mais notado quando a criança inicia atividades de aprendizado na escola. O TDAH compreende três subtipos: o hiperativo-impulsivo predominante, desatento predominante e misto. O diagnóstico do TDAH é fundamentalmente clínico, com base formada pela história, observação do comportamento atual do paciente e relato dos pais e professores.

Como se diagnostica?
Deve ser feito por um profissional de saúde capacitado, geralmente neurologista, pediatra ou psiquiatra. O diagnóstico pode ser auxiliado por alguns testes psicológicos ou neuropsicológicos, principalmente em casos duvidosos.

Importância de tratamento médico
É importante fazer o tratamento para que a criança:
• Não cresça estigmatizada como o “bagunceiro da turma”, “vagabundo” ou como o “terror dos professores”.
• Não apresente déficit de desenvolvimento.
• Não apresente consequências futuras do problema, como a propensão ao uso de drogas (o que é relativamente frequente em adolescentes e adultos), transtorno do humor (depressão, principalmente) e de conduta.
 
 
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08/09/2010
 
 
 
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