Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010  
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Patrícia Pozza  
Caminhos da Educação
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Esta colunista escreve aos fins de semana.
 
“Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço...” (parte 1)
O palhaço é um artista, que usa diversos recursos de expressão (vestes, gestos, palavras) para divertir o público. Por outro lado, popularmente usamos este termo para designar pessoas que dizem tolices ou fazem papel ridículo.

Bom senso
Infelizmente, há uma grande parte de comediantes que procura fazer graça dizendo tolices sobre e/ou ridicularizando o seu próprio público. Não que eu seja contra o fato de aprendermos a rir de nós mesmos (até porque esta é uma característica das pessoas de bom senso). Mas, dentro de uma visão social moderna de humanização, fraternidade e respeito às diferenças, há muito mais para se rir do que fazer alguém de bobo e tolo. Isto se agrava quando o público alvo de alguns comediantes são as crianças.

Um questão de respeito
Devemos ensinar aos nossos filhos o que pode ser engraçado: a vida, as nossas próprias dificuldades, as cores, os fatos inusitados, o inesperado, a graciosidade dos bebês, entre outros. Porém, rir dos outros, de suas características (gordo, magro, feio), de suas dificuldades, de suas inabilidades, é falta de ética, de respeito.

A infância
O ser humano, quando criança, quanto menor, mais ingênuo é, mais falta a capacidade de crítica, desconhecendo a ironia, a mentira, o sarcasmo. Isto a infância aprende na relação com adultos.

Enganação
Semana passada, ocorreu um fato com muitas crianças de nosso município relacionado à comédia, ao riso e à crença de que se pode rir fazendo o outro de tolo, enganando-o (como se houvesse uma permissão para que as crianças pudessem ser feitas de bobas e enganadas).

Propaganda enganosa
Um grupo de artistas, vestidos de palhaço, tentou, em seu espetáculo, fazer uma “palhaçada” com as crianças da nossa rede de ensino. Passavam nas escolas e anunciavam seu espetáculo com engraçadíssimos palhaços e mágicos. E o que mais empolgava a criançada à apresentação é que as primeiras 100 crianças ganhariam uma bola da Copa de 2010. O que as crianças pensavam? “Tenho que chegar cedo para ganhar uma Jabulani”...
 
 
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Esta colunista escreve aos fins de semana.
   
 

08/09/2010
 
 
 
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