|
Wagner da Silva
São Ludgero
Durante toda a tarde de ontem, o delegado da comarca de Braço do Norte, Bruno Ricardo Vaz Marinho, coletou o depoimento dos três últimos ex-presidentes da câmara de vereadores de São Ludgero. O objetivo é verificar se havia envolvimento deles no caso de irregularidades instaurado no último ano. O ex-funcionário do legislativo Shirleano Dácio foi preso sob a acusação de ser o responsável por todas as negociatas apontadas em um processo administrativo feito pelos vereadores desta legislatura. Ele nega e afirma que não passou de um ‘testa de ferro’ para todo o esquema.
Na última sexta-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em São Ludgero. Três deles foram nas residência dos ex-presidentes do legislativo, todos do Democratas: Cláudio Becker, Moadir Matias e Ardelir Cardoso Mattei. Becker, hoje vice-prefeito de São Ludgero, ocupou o cargo entre os anos de 2005 e 2006. “Nunca me furtei de prestar qualquer esclarecimento e sempre me coloquei à disposição da comissão e da justiça. Quando soube do caso, me empenhei em investigar e apurar os acontecimentos”, afirma.
O vice-prefeito avalia que, se os procedimentos para a apuração dos fatos e o parecer entregue pela comissão formada no fim do ano passado na casa deixam dúvidas, os fatos devem ser melhor investigados. Becker se diz muito tranquilo quanto ao desenrolar do caso. “A população me conhece, sabe a vida que levo, não tenho nada a esconder. Espero que haja transparência e que, se houver outras pessoas envolvidas, que sejam punidas aos rigores da justiça”, complementa.
O ex-presidente Moadir Matias (no cargo entre 2007 e 2008) declara apoio a Becker.
Ele acrescenta que a sua participação no caso deu-se somente com a denúncia e abertura de sindicância para apurar a dívida da câmara com o INSS. “Obtive a informação e queria saber o que estava ocorrendo. Depositei confiança no servidor por conhecer sua história, sua família”, justifica Moadir, e completa: “Todos me conhecem, sabem que não seria burro de mexer em dinheiro federal, inclusive prejudicando a própria arrecadação do meu INSS, que ficou desde 2004 sem ser depositado”, dispara.
Ardelir Cardoso Mattei, presidente da câmara de vereadores em 2004, época em que supostamente iniciaram os desvios, não foi localizado para falar sobre o caso. |