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Milho para cavalo: bom ou ruim?

Marcio Fonseca de Carvalho - marcio.carvalho@unisul.br

25 de Março de 2008 às 00:00min

Marcio Fonseca de Carvalho
Algumas pessoas se perguntam se vale a pena fornecer milho puro para eqüinos. Para tentar responder isso, vamos falar um pouco sobre anatomia e fisiologia desses animais. O eqüino é classificado como um animal monogástrico herbívoro, ou seja, possui apenas um estômago (enquanto os bovinos e ovinos, por exemplo, possuem quatro) e retira a energia necessária para crescer e desenvolver-se dos vegetais. Esta última característica torna-se possível pelo grande desenvolvimento de uma das partes do seu intestino grosso, o ceco.

O ceco dos eqüinos funciona como uma grande câmara de fermentação, onde bactérias e protozoários permitem a degradação de parte da celulose e da hemicelulose dos vegetais ingeridos pelo animal. Já o seu estômago, responsável pela digestão química (aquela que degrada os carboidratos, por exemplo) é pequeno, pouco desenvolvido, sendo que os alimentos passam de maneira rápida por ele, sofrendo pouca influência do suco gástrico lá presente.

O milho é composto basicamente por carboidratos (especialmente amido) e o aproveitamento da energia contida neste alimento será baixo, onde grande parte será eliminada junto com as fezes. Este quadro é agravado potros e animais velhos, pela fraca dentição que apresentam.

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