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O batalhão escola

Amadio Vettoretti - vettoretti.amadio@hotmail.com

11 de Agosto de 2010 às 00:00min

Amadio Vettoretti
Permaneceu acantonado em Tubarão entre junho e novembro de 1937. A documentação principal está arquivada no Ministério da Guerra, o que dificulta uma pesquisa mais ampla. Seu efetivo estava mais para compor uma Companhia de Infantaria do que um batalhão convencional. Sabemos que em junho, o comando promoveu uma festa junina diferenciada com a “Corrida da Fogueira de São João”.

Apenas dois civis participaram: Newton Barreto, de Laguna, que tirou o primeiro lugar, e Túlio Feuerschuette. No mesmo dia, visitaram o monumento de Anita Garibaldi, em Morrinhos, onde discursaram e depositaram um canhão que se alega ter sido usa por Garibaldi no barco “Seival”. Ao lado, uma placa marca a presença do “batalhão”.

A maioria dos assistentes foi para lá conduzida por caminhões, automóveis e ônibus. À noite, ocorreu o banque oferecido ao general Daltro Filho, no edifício Dom Joaquim, quando se pronunciaram inflamados discursos. Durante aquela estadia, aqueles militares prestaram um bom serviço: abriram um caminho entre o Centro ao Arraial de Oficinas (hoje rua Altamiro Guimarães).

Daquela localidade, entrava pela estrada já existente que prosseguia pelo atual Morro do Doutor Becker, passando pela estiva do Rio Sertão dos Correas, seguindo pela Sanga do Lageado e por aí afora. Lembro que o único caminho de Oficinas ao Centro era a rua Beira Rio, hoje avenida Marechal Deodoro. O prefeito, Marcolino Martins Cabral, fazia parte da patota getulista.

Batalhão, volver!
Quando o “batalhão” aqui se aquartelou, o país vivia um momento crítico. A oposição ensaiava golpes, Getúlio Vargas procurava justificativas para pôr em prática o seu. Bom estrategista, deslocou pequenas unidades para distantes locais estratégicos. E Tubarão era um destes locais. Tanto, que em 7 de julho, a cidade recebeu a visita do ministro da guerra, Eurico Gaspar Dutra, que depois foi presidente da república. Coincidência? No dia 10 de novembro, o golpe de estado de Vargas consolidou-se com a denominação de “Estado Novo”. E neste mesmo dia, o Batalhão Escola recebeu ordem de retirada.
Missão cumprida. Batalhão, volver!

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