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Opinião

A conquista de uma nação depende

Antonio Bento: Radialista • Tubarão • antonio.bento@bol.com.br

25 de Janeiro de 2012 às 00:37min

Em busca do sucesso. É assim que todas as pessoas desejam um dia, não muito longe, talvez, não fugir da particularidade, porém, chegar próximo dos incontáveis bem-sucedidos no competitivíssimo jogo da vida. Para atingir tal posição, é preciso muito chão, lutar com vontade, ser obstinado, tolerante e, às vezes, também petulante, no melhor sentido da palavra. A caminhada é árdua, de extrema ralação, como dizem os jovens que se apresentam para o mercado de trabalho, diga-se de passagem, com alguma restrição e com muitas barreiras por causa das exíguas ofertas, sem contar o famoso apadrinhamento.

A determinação é um dos pontos fundamentais para não esmorecer e tampouco tropeçar no meio do caminho. Neste mundo de constante variação, existem, obviamente, inúmeros obstáculos, especialmente para a classe não opulenta, sim, exatamente para aqueles que não estão incluídos no rol das famílias de posses. O poder monetário, quer queira quer não, desde o início da era humana, faz a grande diferença, e muito neste enigmático mundo capitalista de gigantescas disputas. Ainda que haja regras para evitar distorções, mesmo assim, dificilmente acabará com o vício, porque os que elaboram e criam as leis, (legisladores) até mesmo boa parte dos executores (entenda-se, justiça) não as cumprem, ou melhor, ignoram pacientemente para conceber benefícios e continuar protegendo a um pequeno grupo ligado ao conhecido jogo de interesse pessoal/ político/partidário.
 

E olha que demagogicamente todos negam na maior cara de pau, alegando desconhecer a nepotista generosidade. Por conta deste desajuste benemérito, praticamente uma sociedade inteira rasteja ao léu sem nenhuma perspectiva de alcançar um dia a tão sonhada igualdade, cujo direito é constitucional e sagrado para todos. Causa estranheza ver também neste período democrático e de avanço cultural a perpetuação de gente do clã oligárquico nos poderes constituídos sob o olhar apenas pacífico e sem nenhuma intervenção da classe oprimida.

Ainda falta muito para o povo brasileiro chegar à condição de nação de respeito com total, absoluta e irrestrita liberdade. Tal é a maneira como é conduzido o processo eleitoral, onde os eleitores, ao contrário do primeiro mundo, são obrigados a votar sob o pretexto de direito e dever dos cidadãos. Engana-se quem pensa assim. Trata-se de ato restritivo (penalizar) aos indivíduos no gozo dos direitos civis e políticos de um estado livre, nos diversos setores de trabalho e nas atividades do campo social.

Diferente de outros países, no Brasil há eleições de dois em dois anos. E este será um ano eleitoral, quando milhares de pessoas irão às urnas para escolher seus legítimos representantes municipais. Muitos deles sem ter o mínimo conhecimento da máquina administrativa pública, mas com discurso na ponta da língua, jeito clássico que lhes é peculiar, prometem o que jamais poderão cumprir, de forma que cada vez mais vão extasiando e iludindo qualquer criatura pensante. Para não incorrer nos mesmos erros, é preciso estar atento a performance e nas propostas dos postulantes a cargos eletivos.

Eleger prefeitos e vereadores é como assinar em branco um documento valioso, e mais: permitir que estes decidam no legislativo e executivo, por quatro anos, os destinos da coletividade. Contudo, durante o mandato, além do povão, cabe também os nossos meritíssimos magistrados cobrar com todo o rigor da lei o prometimento formal de campanhas de todos os candidatos vencedores. Só assim não haveria tantos políticos dissimulados e nem mesmo eleitores frustrados.

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