Autoestima é a avaliação que a pessoa tem de si mesma. Alguém com uma boa autoestima tem pensamentos e crenças positivas a respeito de si mesmo, sente-se uma pessoa ok. Já uma pessoa com autoestima baixa tem pensamentos e crenças negativas, limitantes e depreciativas sobre si mesma: “eu não sou capaz”, “eu não mereço”, “eu não sou bom o suficiente” e etc. Características de uma autoestima baixa são: insegurança, ansiedade, timidez, sente-se menos (inferior), sente-se inadequado, tem dúvidas constantes, muita necessidade de agradar e da aprovação e de reconhecimento dos outros.
É comum em nossa cultura se confundir autoestima elevada com ser orgulho e arrogância. Muitas pessoas acreditam que, se tiverem crenças positivas a respeito de si mesmas, vão tornar-se esnobes. No entanto, é justamente ao contrário, uma pessoa com uma boa autoestima não precisa provar para os outros, e nem para si mesma, que é melhor ou superior. Quando alguém é esnobe, arrogante ou orgulhoso, na verdade sente-se inferior aos outros e tenta compensar seu complexo de inferioridade se achando e tentando provar que é melhor.
Algumas crenças a esse respeito vieram de algumas religiões, onde é pregado que tem que ser humilde. Mas ser humilde é uma coisa e sentir-se inferior é outra completamente diferente. Você pode ser humilde e ter a sua autoestima elevada. Perceba que, para você ter uma boa autoestima, não precisa se achar melhor que os outros e também não precisa se achar pior. É muito comum no consultório, quando digo que temos que trabalhar a autoestima, a pessoa dizer: “Ah, mas eu não quero me tornar esnobe (ou arrogante)”, como se ter autoestima é se achar melhor que os outros. Eis aí a confusão!
Uma pessoa com autoestima elevada não se acha superior e nem inferior a ninguém, simplesmente é o que ela é, com suas características, potencialidades, conhecimentos, habilidades e peculiaridades. Ela simplesmente se vê como um ser humano, como qualquer outro, com suas características pessoais e com seu valor. Não se acha melhor e nem pior que ninguém, não se deprecia por causa de roupa, carro, casa, profissão ou posição social. Respeita a si mesma e aos outros, porque sabe que cada uma tem seu valor e potencial, assim como ela mesma.
A autoestima de uma pessoa repercute em todos os aspectos de sua vida, nos seus relacionamos, no seu trabalho, forma como vive, em sua saúde, em sua prosperidade e em sua felicidade. É impressionante como, à medida que a pessoa vai melhorando a sua autoestima, todos esses aspectos de sua vida vão mudando e melhorando. Como, por exemplo, um paciente que em menos de um ano dobrou os lucros de sua empresa, após simplesmente ter melhorado a sua autoestima.
A nossa autoestima vem das crenças a respeito de nós mesmos. O que achamos de nós mesmos, como nos consideramos e que valor nos damos. Muitas dessas crenças vieram lá de nossa infância, de como fomos tratados e considerados pelas pessoas importantes em nossa vida. Situações que abaixam a autoestima são: críticas, violência física e/ou verbal, deboches, culpas, abandono, rejeição, carência, frustração, insegurança, medos, humilhação, perdas, doenças, bullying e etc...
Para melhorar a autoestima, é importante questionar, confrontar essas crenças negativas sobre si mesmo e ao mesmo tempo, valorizar seus talentos e qualidades. Muitas pessoas só conseguem enxergar seus defeitos e não conseguem ver suas qualidades. Também é importante sempre procurar melhorar, aperfeiçoar-se, nos vários aspectos de sua vida, em seu trabalho, seu corpo, conhecimentos, relacionamentos e etc. Se sentir que essas crenças negativas são muito fortes e que você não consegue mudá-las sozinho, procure ajuda profissional. Os resultados de uma boa autoestima valem a pena e pode ser a diferença entre uma pessoa feliz e realizada e outra infeliz e insatisfeita!