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Robson Sombrio: Psicólogo • Braço do Norte • robsonsombrio@matrix.com.br
01 de Fevereiro de 2012 às 18:18min
Pessoas de bem com a vida têm, sim, algo a nos ensinar. Entretanto, o que fazemos da nossa vida, o que fazemos para viver, evidentemente, é nossa função. Gente de bem com a vida percebe que a felicidade é um estado interior que não precisa ser prejudicado pelo que acontece fora de nós. Nesse contexto, se pensarmos, existe muita gente de bem com a vida nas pequenas cidades, trabalhando em muitas funções. Essas pessoas podem ser encontradas em lugares ricos ou em lugares pobres. Em tempos de tranquilidade ou em tempos de crise. Nesses lugares, também já encontrei pessoas de mal com a vida.
Todos sofremos com as perdas e com as angústias próprias do viver. Cabe deixar claro aqui que buscar a paz e a felicidade é uma virtude, pois sabemos que não são todas as pessoas que conseguem extrair coisas boas da vida. Então, podemos pensar que o que faz a diferença entre duas pessoas, esses dois tipos de indivíduos, será a carga genética ou terá sido a educação? Esse talvez seja um dos grandes mistérios da psicologia.
Lembro agora de dois colegas que estão vivendo um bom momento da vida. Essas duas pessoas, uma um pouco mais de idade e o outra bem jovem, estão em uma fase que estão realizados com a vida. O colega mais velho diz que “poderia” ter realizado algumas coisas diferentes em sua vida, mas que também não se arrepende do que fez. O colega mais jovem estudou, tem uma boa profissão e um bom dinheiro para viver. Em resumo, o que existe nessas duas pessoas é que eles não têm planos grandiosos, querem levar uma vida com paz e tranquilidade. Eles respondem: “Eu quero é ser feliz”.
Nós sabemos que não é possível ser feliz vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Os momentos tristes vão aparecer, ainda bem. A felicidade é aquela que dá gosto de sentir. Entretanto, o que fazemos para viver? Como gastamos nosso tempo livre? E talvez o mais importante: com quem compartilhamos tudo isso? Cabe lembrar que todos os trabalhos são dignos, mas temos que ouvir nossa vocação e perceber o significado daquilo que fazemos. Assim, não teremos só um trabalho, mas uma carreira, e não realizaremos apenas tarefa.
As boas amizades nos fazem bem, as relações nos fazem felizes. Não me agrada os comentários de que a vida é complicada. A felicidade não é uma obrigação, felicidade nem sequer é um estado definitivo. Por outro lado, também não gosto muito quando algumas pessoas dizem ser “vítimas do sistema”. No fundo, não é nada difícil ser feliz, o que precisamos fazer é cuidar bem desses pequenos detalhes.

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