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Opinião

Fim do Carnaval, o maior espetáculo do planeta de folia e extravagância no Brasil

23 de Fevereiro de 2012 às 00:34min

 

Fim de festa. O maior espetáculo do mundo mais uma vez foi marcado por inúmeras situações e diversidades. É assim que caracteriza o Carnaval, acontecimento dimensional de divertimento popular no Brasil. De norte a sul, centenas de milhares de pessoas adeptas do reinado de Momo foram aos mais variados locais para festejar, extravasar, explodir de alegria sem pensar em mais nada a não ser curtir o prazer do corpo e da mente. 
 
Como em tudo que existe em nossa volta, aconteceram coisas favoráveis e também desagradáveis. Para boa parte dos foliões, nem tudo foi satisfação, em face da extravagância e exageros que são bem peculiares e propícios para a época. Neste período, como há uma enorme carga psicológica a ser descarregada por cada um dos foliões, eis que se manifesta o desconforto para muitos dos envolvidos e até alguns dos que nada têm a ver com a ocasião.
 
Embora com oportunas campanhas de mídia aspirando ordem e respeito, pode-se observar em diversos logradouros públicos xixi, xingamento e lixão durante o dia e à noite, atos impróprios de clara ofensiva ambiental e também moral para os bons costumes dos sóbrios transeuntes (senhores, idosos, crianças e congêneres), sem contar os embates corriqueiros por causa do consumo abusivo e sistemático de bebidas alcoólicas. Pessoas que imaginavam participar de forma ordeira acabaram novamente sendo surpreendidas no desatino daqueles que se apresentaram com único objetivo: extrapolar no álcool, na droga ilícita e, por via de consequência, na infeliz violência física -, porquanto quiçá da deficiência de aparelhamentos e material humano para o trabalho dos diminutos policiais militares, civis e seguranças particulares, especialmente nas maiores concentrações populares deste abominável mundo novo. 
 
Sem uma fiscalização mais abrangente, os destemidos fanfarrões pintaram, bordaram e causaram pânico por onde passavam, inclusive ocasionando riscos de acidentes e tragédias nas estradas. Neste meio, motoristas e veículos, contabilizou-se um número de desequilíbrio acima do normal. Trânsito é coisa séria e, infelizmente, mata muita gente todos os dias, destrói famílias e tira a vida de muitos dos nossos jovens. Só percebem a verdadeira dimensão desse tipo de fato aquelas pessoas que, de algum modo, vivenciaram essa experiência na prática. 
 
O motorista que dirige embriagado tem de ser sancionado penalmente também. Não se pode permitir que, sob o pretexto de exercer o direito de não se auto-incriminar, ele abrigue-se no manto da impunidade e acabe respondendo apenas na esfera administrativa. Há muito sabemos que apenas a multa e recolhimento da carteira de motorista não são medidas suficientes para uma diminuição efetiva da conduta de dirigir embriagado. Álcool e direção não combinam, definitivamente! 
 
Mas, se houve prejuízos para alguns, de outro modo também ocorreram lucros para muitos. Entre perdas e ganhos, entende-se economicamente, a somatória de tudo aponta para o sucesso do evento, com próspera expectativa para o encontro seguinte. Passados os quatro dias ou pouco mais de folia, o país volta à sua normalidade, até porque, dizem os entendidos, o ano civil de trabalho só começa efetivamente depois do Carnaval. 
 
Agora na quaresma, catolicamente falando, a maioria das pessoas entra em um período de abstinência festiva (por enquanto), dando espaço para a espiritualidade, porque ninguém é de ferro. Os efeitos da folia de Momo, positivos ou negativos, fazem partem do passado. A reflexão vale para todos que, diretamente ou indiretamente, estiveram incluídos, pois, em todos os sentidos, longe ou perto, devemos estar preparados para o despertar da vida, cujo sentimento contribui para o seguimento de nossa digníssima missão de ser e também fazer feliz.

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