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Meio ambiente

Uma bolsinha pode dar uma grande ‘dor de cabeça’

Algumas cidades do Brasil já optaram pela proibição de sacolas plásticas. Em Tubarão, alguns vereadores já pensaram no assunto.

23 de Maio de 2011 às 02:09min

Karen Novochadlo
Tubarão

Quando você faz compras em um supermercado, coloca as mercadorias em uma sacolinha, certo? Ou leva as compras em sacolas retornáveis? Uma simples bolsinha leva até 400 anos para se degradar e traz um grande prejuízo para o meio ambiente. Seja ao causar a morte de animais que a ingerem acidentalmente ou pelo próprio processo de decomposição, que libera poluentes.

Em São Paulo (SP), uma lei sancionada na última semana proibiu que os mercados disponibilizem bolsas plásticas a partir do próximo ano. Em Tubarão, os vereadores já discutiram a respeito em algumas ocasiões. “O vereador João Fernandes (PSDB) já fez um projeto a respeito uma vez, mas temos que nos aprofundar no assunto”, relata Evandro Almeida (PMDB). E não descarta que o assunto volte à câmara logo, já que é de interesse público.

Enquanto, não há lei, os consumidores mais conscientes já descartam as bolsinhas plásticas. A recepcionista Adriana Angelo Boschet de Souza, 33 anos, sempre que pode, as evita. Prefere as feitas de tecido, que, além de mais resistentes ao peso, são ecologicamente corretas. “Quando vou a algum lugar, sempre levo”, revela.
A gestora do comitê socioambiental do mercado Giassi, Marileia Giassi Zanette, acredita a aprovação de uma lei pode contribuir na questão. “Gostaria que as pessoas fossem mais conscientizadas, mas uma lei seria um caminho mais rápido. O planeta já está bastante contaminado”, lamenta.

Esforços para reduzir o consumo
Hoje, apenas na loja de Tubarão da rede de supermercados Giassi, são utilizadas por mês 250 mil sacolas plásticas. Esse número não é maior porque os empacotadores recebem treinamento e orientações para que mais itens sejam colocados em cada unidade. “Em cada sacolinha, podem ser colocadas até seis quilos. Temos que aproveitar o máximo da capacidade para que não haja desperdício”, ressalta a gestora do comitê socioambiental do mercado, Marileia Giassi Zanette.
Reduzir a quantidade de sacolas plásticas é uma preocupação da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No ano passado, o Giassi conseguiu reduzir em 15% o uso. Para incentivar os clientes a utilizarem algo que beneficie o meio ambiente, vendem sacolas reutilizáveis a preço de custo. No mercado também há um programa recolhimento das sacolinhas descartadas e envio para reciclagem.

Pense no futuro
• Além de São Paulo, também são proibidos os usos de sacolas plásticas em supermercados em Belo Horizonte (MG) e nas cidades catarinenses de Chapecó e Xanxerê. No mundo são distribuídas de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. No Brasil, estima-se o consumo de 41 milhões de sacolas plásticas por dia, 1,25 bilhão por mês, e 15 bilhões por ano.
• Muitas sacolas descartadas vão para rios, lagos e oceanos, onde são confundidas com alimento e ingeridas por animais, como tartarugas e aves marinhas. Isso causa a morte de mais de 100 mil bichos por ano, em todo o mundo.
• As sacolas plásticas, quando descartadas de forma incorreta, poluem cidades e entopem bueiros, agravando situações de desastres como alagamentos e enchentes.
• O tempo de decomposição de uma sacola pode levar de 100 a 400 anos. Elas atrapalham os lixões e os aterros sanitários, pois os tornam impermeáveis. Isto dificulta a biodegradação de materiais orgânicos e provoca o acúmulo de gás metano em bolsões. Quando a montanha de lixo é revolvida, os bolsões são rompidos, e o metano - gás 21 vezes mais danoso que o CO2 - acaba liberado na atmosfera.

Comentários

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1 comentário

  1. SACOLAS BIODEGRADAVEIS Thaise - jundiai - SP - 23/05/2011

    Olá, sou de Jundiai/Sp e a mais de 1 ano não temos + sacolinhas nos supermercados, a opção é uma sacola q se degrada em 6 meses.Todos se adaptaram as sacolas retornaveis. A ideia é muito boa deve ser repassada e a ação realizada.


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