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10 anos do Hospital Socimed

Há cinco anos como diretor executivo do Hospital e Maternidade Socimed, José Francisco Pitsch é natural de São Carlos, Santa Catarina. Pitsch é casado com Sirlei Alcina Ferreira Pitsch e tem três filhos: Fernando, Eduardo e Guilherme. É formado em Ciências Contábeis e Administração pela faculdade da Unisinos, em Porto Alegre/RS, com a conclusão do curso superior na Unesc, em Criciúma/SC. Pitsch tem pós-graduação em nível de Especialização em Contabilidade, Economia e Marketing pela Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). Antes de trabalhar no Socimed atuou no grupo Cecrisa, na Alcoa e nos grupos Portobello e Hoepecke.
 
 
Eduardo Zabot
Tubarão
 
Notisul – O que considera diferencial no Socimed?
Pitsch – Ser referência na humanização na área da saúde com um atendimento qualificado, pela estrutura hoteleira com tecnologia avançada e pela dinâmica da sua gestão. 
 
Notisul – Na sua entrada na instituição, qual o primeiro desafio?
Pitsch – O projeto foi a conclusão do empreendimento Socimed, tais como: construção da unidade D com a capacidade de 26 leitos de internação; ampliação do centro cirúrgico de quatro para sete salas cirúrgicas; ampliação da UTI de sete para dez leitos; construção do heliponto, entre outras obras complementares.  Tudo isso viabilizou o atendimento da demanda crescente e o ponto de equilíbrio operacional do hospital.
 
Notisul – O que mais faz parte desse projeto?
Pitsch – Pode se dizer que o projeto da construção está concluído. No entanto, há a necessidade constante da aquisição de equipamentos de ultima geração, visando atender as demandas com tecnologia de ponta. Para informação, neste primeiro semestre de 2013, o Hospital Socimed já investiu cerca de R$ 1 milhão em equipamentos para o centro cirúrgico. Um dos equipamentos adquiridos é o foco cirúrgico led, importado da Alemanha.
 
Notisul – Já se pensa em aumentar a estrutura?
Pitsch – Bom, hoje são 12 mil metros quadrados de área construída, onde temos 83 leitos de internação, dez leitos de UTI, sete salas cirúrgicas, unidade de cirurgia ambulatorial, prontoatendimento, heliponto e diversos outros serviços especializados. Mas existe uma área disponível de três mil metros quadrados para futuros investimentos.
 
Notisul – Por que uma estrutura com cara de hotel?
Pitsch – Essa foi uma ideia dos fundadores que buscavam um diferencial no atendimento aos pacientes, com a experiência que tinham nos ambientes hospitalares convencionais. Essa estrutura foi criada para a humanização do ambiente hospitalar, capaz de fazer com que o paciente se sinta mais confortável e acolhido.
 
Notisul – Quais são os serviços especializados?
Pitsch –  Hoje, nós temos o centro de diagnóstico e imagem, que será ampliado por meio de um aparelho de ressonância e da substituição do aparelho de tomografia por outro de última geração, o serviço do instituto do coração Socimed, o Socicor e o prontoatendimento cardiológico e ortopédico, que tem como diferencial o atendimento 24 horas por dia. Podemos citar ainda o centro de oncologia e o serviço de odontologia e fisioterapia. As diversas especialidades às quais o hospital atende podem ser acessadas no site: www.socimed.com.br . 
 
Notisul – Falando um pouco de saúde pública, como que o senhor vê a questão no país?
Pitsch – o atendimento à saúde pública é bastante deficiente. Entendo que o maior problema seja na gestão. Vale lembrar que hoje, em Santa Catarina, os hospitais privados e filantrópicos que respondem por 80% dos atendimentos, recebem somente 20% dos recursos públicos, enquanto que os hospitais públicos que atendem 20% dos atendimentos, recebem 80% dos recursos. Sem dúvida, é preciso reformular a gestão do recurso.
 
Notisul – O que pode modificar isso?
Pitsch – Uma das medidas seria a imunidade de tributos sobre os medicamentos e equipamentos em geral. Inclusive, existe a PEC-115, uma proposta de emenda constitucional que prevê isso e está em fase de aprovação final. Entendo que no momento que se tenha uma imunidade tributária, o cidadão, que hoje não é atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao menos não será penalizado com impostos, quando buscar o serviço particular.
 
Notisul – A intenção do governo federal de importar médicos é viável?
Pitsch – Em termos gerais, o governo deveria primeiro atender a demanda que existe na estrutura básica da saúde, como medicamentos, instalações, etc. Não adianta você ter médicos e não ter a estrutura adequada para o atendimento.
 
Notisul – A saúde pública deveria ser privatizada?
Pitsch – Sou totalmente a favor da privatização da saúde. Com certeza, o custo seria menor e o atendimento bem mais qualificado. Privatizando, o governo terá condições de exigir essa maior qualidade em contrapartida aos valores que paga. 
 
Notisul – O Hospital Socimed atende a todos os convênios?
Pitsch – Sim, entre eles Unimed, SC Saúde, Agemed, Geap, Cassi, Bradesco e outros. Nossa demanda de atendimento é de 50% de pessoas de Tubarão e outros 50% da região sul catarinense.
 
Notisul – Trabalhar com saúde cria uma responsabilidade maior?
Pitsch – É uma visão diferente e a responsabilidade é grande porque você trata da vida das pessoas. Isso gera um reflexo nos investimentos, ou seja, exige uma qualidade ainda maior nos equipamentos, no capital humano e na hotelaria, para dar condições ao médico de fazer bem o seu trabalho e direcionar todos os esforços para o bem-estar do paciente. 
 
Notisul – O setor de emergência pode ser ampliado?
Pitsch – Atualmente, nós já temos que ampliar o espaço de emergência e urgência no prontoatendimento onde, inclusive, já é executada a obra. É o único plantão pediátrico 24 horas da cidade.
 
Notisul – Quantos médicos têm no hospital?
Pitsch – São aproximadamente 250 médicos de todas as especialidades que trabalham dentro da filosofia do hospital: o atendimento de qualidade e humanizado. Assim, como os 350 colaboradores diretos, todos capacitados. Quero registrar também a equipe multidisciplinar, formada por psicóloga, nutricionista, enfermeiros, fonoaudióloga, médicos e fisioterapeutas que estão à disposição quando necessário. Eles atendem o mesmo paciente em conjunto. Há uma soma de detalhes para a melhora do paciente.
 
Notisul – O hospital tem quantos sócios hoje?
Pitsch – Nós temos 85 sócios que são fundamentais para o desenvolvimento do hospital. Essas pessoas, que na maioria são médicos, vivem a realidade e contribuem muito, havendo um grande esforço para manter a qualidade do atendimento. Eles contribuem na opinião e no direcionamento dos investimentos e das melhorias.
 
Pitsch por Pitsch
Deus – O criador de tudo.
Família – Base e sustentação da sociedade.
Trabalho – Necessário.
Passado – História.
Presente – Base do futuro.
Futuro – O que se colhe das ações do presente.
 
“Nós desenvolvemos projetos não só para a cura dos pacientes, mas, principalmente à prevenção. Temos programas que aproximam a comunidade do hospital como a reabilitação cardíaca, grupo de gestantes e o programa de combate ao fumo para despertar a consciência sobre a importância de prevenir doenças”.
 
"O heliponto é uma estrutura que traz mais segurança, tanto para pacientes e médicos. Ele tem autorização da Anac e possui 506 metros quadrados. Isso representa, em casos específicos, mais agilidade para salvar uma vida".
 
“Ainda vamos anunciar muitas novidades neste décimo ano do hospital, em relação à saúde para um bom atendimento de todos”.
 
“Do esforço para fundar o Socimed, hoje é uma realidade que a cada dia supera desafios, 
focando nas conquistas à área da gestão com qualidade para toda a comunidade”.
 
 
 
 
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