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13 casos na região

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
A terceira morte por infecção pelo vírus da Gripe A na região de abrangência da 20ª gerência regional de saúde, em Tubarão, foi confirmada. A vítima foi um homem de 36 anos. Ele estava internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde faleceu sábado. 
 
Os exames do Laboratório Central (Lacen), de Florianópolis, chegaram ao gerente de saúde, Dalton Marcon, ontem. Junto, vieram os resultados de outras seis pessoas que deram entrada no HNSC no fim de semana. Cinco foram confirmados positivos. Ao todo, a região já possui 13 casos confirmados, apenas em 2012. 
 
Por enquanto, não há risco de uma nova epidemia, porém, todo o cuidado é pouco. E, enquanto isso, todos os dias, vários casos suspeitos aparecem na emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição. 
 
O atendimento destes casos é feito sem separação dos demais pacientes. A pessoa que chega com os sintomas da Gripe A (tosse, febre e falta de ar) passa por uma triagem e logo recebe uma máscara, para conter o possível vírus. “Estes pacientes têm preferência”, explica a enfermeira do núcleo de vigilância epidemiológica do hospital, Angela Nunes Marcos Redivo.
 
Após os exames com o médico, o paciente é internado em uma ala separada, até que os exames do Lacen confirmem – ou não – a doença. A recomendação para as pessoas que não estejam com os sintomas graves é que primeiramente procurem os postos de saúde.
 
Longas filas na Policlínica
Ontem, a procura pela vacina contra a gripe A na Policlínica de Tubarão foi bastante grande. Até as 16 horas, mais de 600 pessoas haviam recebido a dose. “Foi um movimento recorde”, avalia a técnica em enfermagem Andresa Miranda Elias Abreu.
Haja paciência para enfrentar a fila. A dona de casa Keila de Carvalho Mathias Luiz, 23 anos, foi levar as duas filhas, Kálita e Talita, de 11 meses, para receber a segunda dose da imunização. “Chegamos eram 14h30min e levamos mais de duas horas para sermos atendidas”, conta.
As doses, agora, estão disponíveis para os doentes crônicos. Para ser imunizado, é preciso apresentar um exame ou atestado médico que comprove a doença crônica. E há a expectativa de que mais pessoas possam receber a vacina. O gerente regional de saúde, Dalton Marcon, já entrou com um pedido para o secretário de saúde do estado. Porém, para que as doses sejam disponibilizadas para quem está fora dos grupos de risco, é preciso aval do Ministério da Saúde. 
Por enquanto, a melhor arma é a prevenção. O álcool em gel, indispensável no combate ao vírus, também sumiu das prateleiras das farmácias de Tubarão. Para encontrar o produto, só mesmo nas farmácias de manipulação. Nos últimos dez dias, a venda aumentou cerca de 300%.
 
A dona de casa Keila de Carvalho Mathias (à esquerda), acompanhada da prima Leila Mathias Demétrio (à direita), levou as filhas Kálita e Talita para receberem a segunda dose da vacina
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