Leptospirose: Alfredinho tem boa recuperação após 2 meses

Leptospirose: Alfredinho tem boa recuperação após 2 meses

Durante duas semanas – entre abril e maio -, ele permaneceu internado, as visitas foram constantes. Além dos familiares, a população estava preocupada com o seu estado de saúde. Hoje, mora em Capivari de Baixo

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Dois meses de receber alta hospitalar, o estado de saúde de Alfredo Nascimento, o Alfredinho, 57 anos, é de evolução diária. Ele recebeu deixou o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, no dia 2 de maio, após ter ficado 14 dias internado. Alfredo foi diagnosticado com leptospirose.

Desde maio, mora com uma das irmãs, Natália Nascimento, em Capivari de Baixo, próximo à igreja católica São João Batista. “A sua evolução é visível, depois de algum tempo recluso, já tem percorrido a Cidade Termelétrica e feito amizades. Faz as refeições nas horas certas, engordou e já ganhou alguns presentes dos lojistas e moradores. Esses dias, apareceu com um óculos de sol na caixinha”, conta a irmã.

Alfredinho é superconhecido por andar sempre com o seu radinho e por sua conversa sincera com moradores de Tubarão. Até o dia 19 de abril, ele morava em uma pensão no bairro Passagem, na Cidade Azul. Alfredo vivia na casa de Marli Corrêa, e chegou na residência por meio de uma amiga dela e, desde então, Marli aceitou cuidar do tubaronense, que apesar da idade adulta expira atenção especial. Ele residiu com ela durante 12 anos.

“Quando vamos no centro de Tubarão é uma festa para ele e para as pessoas, e ao mesmo tempo é cansativo, porque o Alfredo quer ir em todos os lugares. Em todas as esquinas ele conhece alguém e tem um amigo aqui e outro ali. Temos que ter um dia inteiro para poder ir nas casas de todos que ele quer”, calcula Natália.

Alfredinho conta que está feliz morando com em Capivari. “Aqui, tenho tudo, meu quarto, minha televisão e as minhas alimentações faço nas horas certas, saio todos os dias pela manhã e à tarde, mas na hora das refeições estou sempre em casa”, afirma.

A irmã explica que todos os dias, às 7 horas, leva as medicações para o irmão, e as 15 horas ele toma a segunda leva de medicamentos, e somente após cuidar da saúde, que pode sair. Melhoras, Alfredinho.

Foto: Jailson Vieira/Portal Notisul