A Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), divulgou na última semana, mais um relatório com dados da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus influenza, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves de SRAG causados pelo vírus.
De 01 de janeiro a 26 de julho de 2017, foram notificados 1.048 casos suspeitos de SRAG em Santa Catarina. Destes, 241 foram confirmados para Influenza, sendo 01 pelo vírus Influenza A (H1N1)pdm09, 208 pelo vírus A(H3N2), 05 estão aguardando subtipagem para identificação do tipo de vírus influenza A e 27 (11,2%) pelo vírus influenza B. Outros 581 casos de SRAG tiveram resultado negativo para influenza A e B (SRAG não especificada), 201 SRAG por outro vírus respiratório, 01 SRAG por outros agentes etiológicos e 24 (2,3%) casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial.
Perfil dos óbitos em Santa Catarina
Até o dia 26 de julho, dos 1.048 casos notificados de SRAG, 119 evoluíram para óbito. Destes, 27 foram confirmados pelo vírus Influenza A (H3N2), 02 com resultado reagente para Influenza B, 80 tiveram resultado negativo para os vírus influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada, e 10 casos foram diagnosticados como SRAG por outros vírus respiratórios.
Os 29 óbitos acometeram pacientes residentes em Florianópolis com 05 casos; Joinville com 04 casos; Caçador, Jaraguá do Sul e Lages com 02 casos; Águas Mornas, Araranguá, Blumenau, Brusque, Catanduvas, Concórdia, Jaguaruna, Lajeado Grande, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São José, São Miguel do Oeste, Santa Rosa de Lima e Tubarão, com 01 caso cada. Em relação à faixa etária, a maior proporção de óbitos ocorreu em pessoas acima dos 50 anos de idade.
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica que, na maioria dos casos, levam à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B; ou por bactérias, fungos e outros agentes.
