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A avaliação da eleição

No princípio, antes de tudo e de todos, o G7 acabou transformando-se em G12 e, na análise dos críticos, uma forte corrente política que muitos temiam. Enquanto para outros não passava de uma suruba partidária. Os temores eram grandes com relação ao G12, que inclusive fez uma grande proeza, unir os dois grandes rivais de Tubarão: o PMDB de Edinho Bez e o PP de Joares Ponticelli, e que acabou transformando-se na grande coligação Tubarão em primeiro lugar, e que apontava como favoritíssimo o candidato a deputado federal Edinho Bez e o vereador Deka May. 

 
Edinho Bez, que somava quatro mandatos de deputado federal e apontado com um dos deputados mais atuantes, e que fazia questão de deixar bem claro nos debates que conhece os caminhos das pedras em Brasília. Sim, mas não suspeitara que uma gigantesca pedreira estava diante dele para atravessar. E foi aí que as suspeitas apareceram e revelaram que naquele momento crucial político o G12 não estava preparado para guardar a retaguarda. Assim sendo, Edinho e Deka tiveram que se contentar com a derrota e com o segundo lugar. Com esta derrota, Edinho coloca o PMDB numa saia justa, sem a possibilidade de apontar no futuro um forte candidato para as eleições de 2016, mesmo que tenha feito o maior número de vereadores nesta eleição. 
 
Outro nome que saiu derrotado das urnas pela segunda vez foi ao do ex-prefeito Carlos Stüpp, do PSDB, da coligação Experiência e renovação a favor de Tubarão. Para o político Carlos José Stüpp, que agora soma duas derrotas seguidas, incluindo 2010, quando disputou uma vaga para a assembleia, e agora como candidato a prefeito por Tubarão, onde tentou relembrar ao eleitor tubaronense todas as obras que como prefeito fizera, quando esteve por oito anos à frente do executivo tubaronense. Podemos ver aqui que nem sempre a experiência pode trazer bons resultados ou vitória. Em minha opinião, acredito que foi imatura a decisão do PSDB lançar um candidato em uma campanha solo, onde as pesquisas apontavam o candidato Stüpp com o maior índice de rejeição. Outro fator preponderante para a derrota foi à má administração de Manoel Bertoncini, também do PSDB, onde os fantasmas da inoperância política sussurraram nos ouvidos dos eleitores, lembrando a todos que os tucanos estiveram 11 anos no poder. Com essa leitura, acabou assustando os eleitores de reconduzir novamente Carlos Stüpp à prefeitura de Tubarão. 
 
Quanto ao quarto colocado, Pepê Collaço (PSD), da coligação Para Tubarão continuar crescendo, creio que tenho pouco a criticar e mais a homenageá-lo pelo ato de bravura quando resolveu sair como candidato a prefeito em sua terra natal. Pepê Collaço também sofreu as duras penalidades impostas quando teve que ser prefeito da cidade, candidato e, acima de tudo, gerenciar o seu partido, que não estava preparado logisticamente para enfrentar uma campanha eleitoral. O que favoreceu muito o jovem partido PSD foi o plantel de candidatos a vereadores, onde muitos apostavam que eles chegariam a emplacar de quatro a cinco vereadores na câmara legislativa. Como eu disse, e com todos os problemas, conseguiram eleger três. Pepê Collaço não sai derrotado, e sim fortalecido, e acredita-se que ele será o candidato natural por Tubarão na sucessão, em 2016. 
 
É obvio que tudo dependerá da administração de Olavio Falchetti, que coincidentemente começará em 2013. Isso se o mundo não acabar agora em dezembro de 2012. Mas agora é Olavio 13. Foi com este slogan que João Olavio Falchetti, do PT, venceu. Em 2008, sofreu uma derrota para Manoel Bertoncini, do PSDB. Perdeu a batalha, e não a guerra. Os petistas reiniciaram os trabalhos externos e já estavam novamente em campanha. Não foi preciso muito esforço para que Olavio começasse a despontar e subir nas pesquisas como o futuro prefeito de Tubarão. O próprio PSDB começou a dar margens para isso. Sucessivos erros como: enxertar a sua administração com outros partidos na tentativa de fazer alianças para a reeleição de Manoel Bertoncini, etc. Enquanto isso, Olavio pregava o discurso de não se coligar com outros partidos. Pois, segundo ele, coligações, além de atrapalhar o desenvolvimento econômico do município, o prefeito eleito tem que gastar mais com café e água para os seus aliados políticos. Olavio está certo? Não sabemos. Ele pode errar em sua administração? Claro que pode. Pois todos cometem pecados. Um fato é certo: o PT entrará inteiramente só pela porta da frente. Então, se agora é Olavio, resta-nos apenas aguardar. Salve, Olavio!
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