E ra um dia qualquer da semana na Cidade Azul. Mais precisamente uma terça-feira comum e ensolarada de agosto. Eu estava caminhando pela calçada às margens da avenida Marcolino Martins Cabral, no centro. Embrulhado pelo movimento de veículos e o intenso fluxo de pedestres. Mais eis que, próximo da agência do Banco do Bradesco, recebo em minhas mãos um folheto desses de anúncio, até aí nenhum problema… aceitei em pegá-lo por livre e espontânea vontade. Como várias pessoas à minha frente fizeram o mesmo e, consequentemente tantas outras que ali passaram.
Continuei em meu trajeto pela principal avenida da cidade e, em meu caminho até a antiga rodoviária não encontrei lixeira para qual pudesse jogar o folheto que em minhas mãos ficou clandestinamente, até que chegasse em minha residência, para que, enfim, pudesse colocá-lo em seu devido lugar: o lixo!
Não sei ao certo quantos metros caminhei duzentos, trezentos… Isso pouco importa. O fato é que no trajeto percorrido não encontrei uma lixeira para exercer a minha cidadania.
Se, no centro da cidade, por onde passam milhares de pessoas durante o dia, há pequenas quantidades de lixeiras disponíveis para os cidadãos tubaronenses fazerem a sua parte, imagina em outros bairros?
Quem é o mal educado? O povo que quer fazer a cidadania do cotidiano ou a nossa prefeitura, que fica a desejar em algo tão simples, barato e de tamanha importância para o município.
Entretanto, vale ressaltar que gosto e acompanho política, todavia que acredito que a política não se resume somente na situação eleitoral de um país, de estado ou de cidade. Política não é só isso, é muito mais, envolve direitos e deveres, é nossa ação diária. “Política é ação permanente, pois como dizia Aristóteles: “O homem é um animal político”.
