
Lily Farias
Tubarão
Os quase R$ 3 milhões esperados do governo federal podem não ser repassados se as obras da macrodrenagem, realizadas na margem esquerda do Rio Tubarão, na Cidade Azul, não estiverem com pelo menos 20% do projeto executado até o dia 20 deste mês. Segundo o secretário de gestão e governo da prefeitura, Douglas Boneli, por determinação da União todas as obras subsidiadas que estão atrasadas não receberão os recursos federais.
No fim de agosto, havia 10% dos trabalhos concluídos, o equivalente a apenas 25 metros de tubulação instalada. Segundo Douglas, se o cronograma estivesse em dia, a obra deveria estar 37% pronta, o correspondente a 187 metros de galerias feitas.
Mas a realidade é que a Coenco, de Gravatal, contratada para realizar as obras, não cumpriu, até o momento, as datas estabelecidas no cronograma, motivo que já ocasionou discussões a ponto de a empresa quase ter o contrato rescindido pela prefeitura.
As obras iniciaram no cruzamento da avenida José Acácio Moreira (beira-rio – em frente da secretaria de desenvolvimento regional) com a rua Luiz Pedro de Oliveira. Agora as escavações são feitas no fim da rua Luiz Pedro de Oliveira com a Simeão Esmeraldino de Menezes (a da frente da rodoviária, que acessa o bloco da saúde da Unisul.
“Caso a empresa alcance os 20% de execução do projeto, como exige o governo federal, o contrato será rescindido”, antecipa Douglas. Outro fator preocupante é que todas as obras de macrodrenagem no Brasil, qualificadas com baixo rendimento, à exemplo de Tubarão, terão o convênio rescindido se os prazos não forem cumpridos.
Projeto e investimentos
• As obras de macrodrenagem são realizadas na avenida Acácio Moreira (beira rio do margem esquerda) e no cruzamento com a rua Luiz Pedro de Oliveira.
• O investimento é de R$ 3.933.318,69, a maior parte do governo federal.
• A prefeitura também participa financeiramente, com pouco mais de R$ 1 milhão.
• A macrodrenagem tem o intuito de prevenir enchentes e grandes alagamentos em toda a região dos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes, e Centro. Cerca de 28 mil pessoas serão beneficiadas.
• A execução do projeto é aguardada desde 2009, e envolve a construção de galerias e a implantação de caixas de ligação e passagem d’água. Ainda serão construídas três estações elevatórias.
• Duas na avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) – uma na esquina com a avenida Getúlio Vargas (beira rio, cabeceira da ponte Nereu Ramos) e outra no fim da Padre Geraldo Spettmann, próximo à BR-101; a terceira fica na comunidade do Pantanal.
• O investimento deverá ser de quase R$ 500 mil, cuja origem também é um convênio entre a prefeitura e o governo federal.