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A ditadura britânica

 

Os escândalos divulgados neste mês que envolvem o grupo News Internacional, de Rupert Murdock, detentor de diversos meios de comunicação na Inglaterra, nos faz observar como a ditadura ainda é existente em muitas situações. O ex-primeiro ministro britânico, Gordon Brown, teria sido alvo de escutas ilegais feitas pelos jornais do magnata da comunicação, que diz desconhecer os fatos e pediu perdão após intimação para se explicar perante a nação.
 
A mídia, neste caso, cultiva uma atitude ditadora como essência na captura da informação e causa agressão à Monarquia Parlamentarista, sistema de governo da Inglaterra. Este é um grave problema que acerta in loco a coalizão do Reino Unido e vai gerar ainda mais situações obsessivas em muitas pessoas daquele país, em relação à sua privacidade.
 
Esta falta de ética descoberta justamente por quem também é cercado de extintos investigativos desmoraliza não apenas os “jornalistas” que produziram efeitos negativos imensuráveis ao próprio país, desenvolve pavor, certamente, aos civis lúcidos em relação à tese de que a Inglaterra teve o privilégio e principalmente a grande responsabilidade de administrar um estado unificado, onde são cultivadas diversas culturas. 
 
Neste momento, o grupo News Internacional coloca em xeque a credibilidade de alguns dos seus principais formadores de opinião e os devolve à década de 60, onde muitos países, inclusive o Brasil, utilizavam esta maneira sórdida de regime centralizador. 
 
Não por nada, as atitudes mobilizaram o governo britânico e forçaram uma decisão categórica. Decretar o fechamento do jornal News of the World, fonte de sobrevivência desta cadeia de “didatores da comunicação”, que não me surpreenderia, a partir de agora, começassem a aparecer em diversos cantos do mundo, entre eles, no Brasil.
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