Início Opinião A educação tradicional não tem despertado o interesse dos jovens

A educação tradicional não tem despertado o interesse dos jovens

 

“A educação tradicional não tem despertado o interesse dos jovens”. Esta frase do inglês Ken Robinson em entrevista à revista Exame (edição 1.038) e autor do livro Libertando o Poder Criativo, resume bem o drama que os sistemas educacionais mundiais têm enfrentado.
 
Segundo Robinson, o atual sistema de ensino foi inventado no século 19, durante a Revolução Industrial e seu objetivo maior foi a padronização do ensino para uma maior “produção” de alunos “em série”.
Todavia, este conceito começa a ser lentamente desconstruído. 
 
Na vanguarda do ensino, algumas escolas no mundo já estão sendo chamadas de escolas do futuro, por variarem o sistema de ensino do tradicional. Aula digital, uso de tablet’s pelos alunos e conteúdo personalizado, são alguns dos ingredientes utilizados por estas escolas tidas como revolucionárias.
 
Claro que nestas aulas a navegação na web é restrita às atividades escolares. Contudo, a gravação e disponibilização da lição de casa e do conteúdo resumido de cada aula, por exemplo, otimizam a atuação do professor em sala e o permite ter mais tempo para cada aluno individualmente.
 
Outra novidade integrada a este “pacote” de ensino é o software que gerencia o aprendizado. Este dá condições aos educadores de acompanhar o rendimento de seus alunos mesmo à distância, sabendo em que disciplinas ou conteúdos específicos de cada disciplina, seu rendimento é melhor ou pior, segundo as atividades que desenvolve.
 
Esta inovação no sistema de ensino tem feito emergir uma verdade angustiante nascida de uma premissa que tem se confirmado equivocada: de que se um jovem estudar bastante, for para uma universidade e conseguir um diploma, terá um emprego garantido. 
 
A prática desmente a assertiva e coloca em xeque essa ideia. Cada vez menos jovens encontram emprego ou colocação no mercado de trabalho, porque o que o mercado precisa a maioria não tem para oferecer: ideias novas, criatividade.
 
Desesperados, os jovens procuram especializações das mais variadas que recheiam seus currículos, mas nem sempre os proporciona maior capacidade para enfrentar problemas novos e dar soluções criativas.
 
Necessário lembrar que a solução não passa somente pelo uso da tecnologia, que é importante, mas não é o único elemento indispensável neste novo método. 
 
O professor é e continuará sendo essencial para o sucesso do aprendizado do aluno. “O crucial é a qualidade do professor. É o comportamento dele que faz a diferença”, ressalta Robinson.
 
Sendo assim, a disposição dos professores em inovar, que é fundamental para o sucesso deste aprendizado, não precisa se resumir somente ao arsenal tecnológico de cada escola/aluno, mas pode ser pautado em atividades que despertem o interesse dos alunos e os retire da rotina maçante do sistema tradicional.
 
Talvez desse modo, usando mais de suas criatividades, os jovens se encontrem mais e procurem fazer de fato o que gostem ou, ao menos, trabalhem com amor e dedicação, pois onde há estas atitudes, o trabalho é bem feito e o resultado vem por acréscimo.
Pensemos nisso!
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