Galego faleceu recentemente e foi pouco o que se viu falar dele. Nilton Fontanella, o grande ídolo hercilista, nascido em Siderópolis, que tanta alegria deu ao futebol tubaronense em seu maior momento, quando a cidade vivia a efervescência de grandes jogos pelo Estadual, principalmente contra o quase imbatível Esporte Clube Metropol – mesmo Metropol, onde o “Diabo Loiro” foi jogar mais tarde e, mais que isso, dos inesquecíveis clássicos Ferro-Luz.
Só registrar a morte dele, como um simples informe de obituário, é fazer pouco de quem fez muito; é virar as costas para história do nosso futebol e deixar de lado a lembrança de quem, com muita arte, só nos deu alegria.
Galego em campo, daquele jeito saltitante e com seu cabelo amarelo e “lambido” era assim mesmo: um terror para os adversários e uma festa para os torcedores hercilistas. Era sempre certeza de um show de habilidade, vontade incrível de vencer e muita rapidez. Sempre muito caçado em campo, o endiabrado Galego jamais corria dos adversários, muito pelo contrário, mesmo sabendo que ia ser perseguido, ia pra cima deles até que algo diferente acontecesse, fosse uma falta perigosa para o não menos hábil Gonzaga bater, ou um belo gol, fruto da própria jogada.
Galego/Gonzaga eram quase Pelé/Coutinho dos bons tempos do Santos, para os leoninos. Não se falava num, sem lembrar-se do outro.
E por saber muito que fazia com a bola, Galego conseguiu a boa marca de 70 gols pelo Hercílio e atuou 129 vezes com mesma camisa colorada, hoje quase centenária. Galego teve outras boas atuações jogando pela Seleção Catarinense. Já estamos com saudades de nosso craque!
