
Tubarão
Cerca de 30 pessoas participaram nesta quinta-feira, em Tubarão, de uma reunião entre lojistas do ramo de relojoarias e representantes da área de segurança do município. No encontro, realizado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), foram discutidos mecanismos de ações voltadas à segurança pública.
Entre os assuntos, o destaque ficou com a preocupação dos constantes assaltos aos estabelecimentos do ramo de joias e a exposição das atribuições de cada órgão de segurança, após duas lojas serem assaltadas na região em menos de um mês. Uma no bairro Oficinas e outra no centro da cidade.
“Queremos saber é o que nós lojistas podemos fazer para termos mais segurança e como as forças policiais podem implementar suas ações”, questionou a diretora da CDL e proprietária de uma relojoaria, Eliane Fernandes.
O delegado regional da Cidade Azul, André Luiz Bermudez Pereira, esclareceu sobre as atribuições de cada setor policial e da importância de saber a quem recorrer no momento de um assalto.
Os representantes da Polícia Militar destacaram os trabalhos de prevenção com dicas para detectar atitudes suspeitas, sem fazer juízos de valor pela aparência do público que entra no estabelecimento.
“O assaltante pode ser alguém bem vestido, que primeiramente observa o ambiente, faz perguntas e, depois, às vezes, até em outro dia, retorna para praticar o delito. Este observador nem sempre é um homem. Há muitos casos em que é uma mulher que vai ao local para não levantar suspeitas”, informou o capitão Josias Severino.
Contribuições dos peritos
O perito Odicson Penna, representante do Instituto Geral de Perícias da região, deu orientações de como agir após um crime. Não alterar ou tocar em nada que possa apagar vestígios da impressão digital e de outros detalhes que possam contribuir com as investigações. Também foi informado sobre o melhor posicionamento das câmeras de vigilância dentro das lojas, com destaque para a compra de bons equipamentos.
Acordos
Entre algumas ações preventivas propostas pelo grupo, uma delas ficou definida com a criação de um grupo no aplicativo WhatsApp, específico de proprietários de relojoarias e a polícia. Outra é compartilhar mecanismos para intimidar a ação dos criminosos.