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Acusado de atirar em soldado é identificado

 delegado João Adolpho Fleury de Castilho e o major Ricardo Serrazes, comandante da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria, em Tubarão, trabalharam em conjunto para chegar ao acusado
delegado João Adolpho Fleury de Castilho e o major Ricardo Serrazes, comandante da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria, em Tubarão, trabalharam em conjunto para chegar ao acusado

 

Mirna Graciela
Tubarão
 
Um soldado das Forças Armadas do Exército Brasileiro de Tubarão foi atingido por um disparo de arma há 16 dias. No entanto, o crime não foi divulgado para não atrapalhar as investigações e, desta forma, chegar à identidade do suspeito. Ontem, ele foi preso pelos policiais civis do setor de investigações criminais (SIC) da Central de Plantão Policial (CPP).
 
O jovem de 21 anos confessou ter atirado contra o soldado, que estava na guarita do quartel, no bairro Passagem, na madrugada do último dia 29. O disparo saiu de dentro de uma Kombi que passava em frente à companhia. O militar passou por uma cirurgia para a retirada do projétil, que ficou alojado em sua cabeça, e, felizmente, passa bem. 
 
Uma semana após o crime, o acusado foi identificado pela polícia, que iniciou o processo de solicitação de mandados de busca e apreensão, cumpridos ontem, em duas casas no bairro Humaitá de Cima. Ele foi encontrado e encaminhado à CPP. 
 
Uma espingarda de pressão calibre 4.5 milímetros e roupas militares de uso exclusivo da corporação foram apreendidas no local. O jovem é ex-soldado da própria companhia e abandonou a carreira militar em 2010. Em seu depoimento, não soube explicar por que cometeu o delito. 
 
“O trabalho do exército, da polícia e do judiciário foram vitais”, declarou o delegado João Adolpho Fleury de Castilho, que comanda o SIC. Apesar de ser uma arma de pressão e de uso permitido, causou um ferimento grave no sentinela, que está em recuperação. 
 
Atirador em soldado responderá dois inquéritos
A partir das informações preliminares sobre o disparo de arma contra o soldado, na guarita do quartel do exército, em Tubarão, no último dia 29, o comando da companhia entrou em contato com o setor de investigações criminais (SIC) da Central de Plantão Policial (CPP). 
“Quando ocorreu o fato, foi instaurado inquérito pelo exército para apurar o crime de violência contra sentinela”, destacou o major Ricardo Serrazes, comandante da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria. “A partir do relatório do comandante, levantamos as informações sobre o veículo utilizado, para localizá-lo, assim como o autor dos disparos. E chegamos à elucidação”. explicou o delegado João Adolpho Fleury de Castilho, que instaurou inquérito por crime contra a vida.  
O acusado responderá a dois inquéritos. Ainda há outro homem envolvido, que dirigia a Kombi no momento do disparo. Ele também foi encaminhado à CPP, admitiu que conduzia o veículo e foi liberado.
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