Eduardo Zabot
Tubarão
A participação de representantes dos Correios na Câmara de Vereadores de Tubarão, na noite de ontem, foi uma oportunidade para que os legisladores pudessem conhecer o trabalho realizado, além de questionarem assuntos sobre a empresa no município. A não retirada do muro dos Correios, na avenida Marcolino Martins Cabral, no Centro, foi lembrado pelo vereador Jairo Cascaes (PSD), que cobrou a remoção da construção (que ocupa parte da calçada) e o andamento do processo.
Segundo o consultor de negócios da empresa no município, Moacir Aguiar, o assunto é tratado com a direção estadual. “Sabemos da demanda da sociedade, mesmo tendo consciência que é um projeto caro. Mas este assunto é tratado diretamente com a direção da estadual”, explica Moacir. Hoje, existe um processo judicial em andamento.
O secretário de governo da prefeitura, Matheus Madeira, declara que houve várias visitas nos últimos meses, entre elas na presidência dos Correios em Brasília. “Já fomos a Florianópolis conversar com a direção estadual e também na capital federal. Pedimos uma atenção para este assunto, que é importante à cidade. Pedimos apoio da ministra Ideli Salvatti (da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República) e esperamos resolver esta situação logo”, ressalta Matheus. Moacir disse ainda que a direção da estadual analisa outras alternativas. “Existem outras formas para tentar solucionar este entrave”, acrescenta sem dar detalhes.
O muro fica
Desde 2001,m soluções têm sido procuradas para o problema gerado pelo muro dos Correios, no centro de Tubarão. Um projeto chegou a ser elaborado pelo setor de engenharia da empresa, em Florianópolis, em agosto de 2009. Naquela época, uma reforma foi feita para solucionar o problema da vazão de água sobre a calçada. A expectativa era que o paredão começasse a ser removido em março de 2010. A data foi postergada para 2011 e depois para o ano passado.
Em junho, os Correios anunciaram, em nota, que o paredão ficaria onde está. Baseada nas leis municipais 477/69 e 768/77, que dispõem, respectivamente, sobre as diretrizes para o plano diretor urbanístico e sobre a construção e conservação dos muros e passeios da cidade, a diretoria atenta que não há irregularidade na construção.
Sem acordo, a procuradoria-geral da prefeitura entrou com uma solicitação na justiça federal, na qual pede a condenação da empresa e obrigue a realização da remoção.
