Braço do Norte
Um alerta a empresários e caminhoneiros sobre o crescente aumento nos golpes de furtos de cargas na região, principalmente em Braço do Norte e Gravatal, é feito. O prejuízo chega a cerca de R$ 30 mil.
“Já registramos golpes deste tipo com uma periodicidade entre um e outro de aproximadamente 20 dias. As cargas furtadas variam entre materiais de construção, bebidas e até carregamentos de grãos. Alertamos aos industriais e comerciantes que tomem muito cuidado no momento de realizar as vendas para novos clientes. Caso ocorra alguma suspeita, solicitamos que procurem a Polícia Civil”, informa o delegado responsável pela comarca de Braço do Norte, Gustavo da Silveira.
O delegado revela que dois acusados (mandantes) que agiram na região são conhecidos da polícia pela prática de estelionatos. Um deles foi preso em Tubarão.
“Como a penalidade para este tipo de crime é branda, os golpistas podem voltar a cometer novos delitos após ganharem liberdade. Por isto, reforçamos que as empresas certifiquem-se sempre que o comprador da carga seja uma pessoa idônea”, reforça Gustavo.
Como é aplicado o golpe
O delito inicia com um contato do golpista, que faz um pedido pela internet ou telefone. Na tentativa de evitar o furto, as empresas solicitam que o pagamento da primeira compra seja feito para um novo cliente, em dinheiro. Mas, ao chegar ao local de entrega da carga, o comprador simula que pagará com cheque e, naturalmente, o entregador não aceita. Como já é esperado, o golpista então sugere que o funcionário descarregue a mercadoria e siga com ele até um posto de combustíveis, onde descontará o cheque. Como é do conhecimento do suspeito, os postos não trocam cheques e, ao retornarem onde a carga foi descarregada, os produtos foram furtados.
A ajuda no combate
Para ajudar no combate à ação dos golpistas, a Associação Empresarial do Vale do Braço do Norte (Acivale) orienta seus associados através da divulgação de informativos e nas redes sociais do grupo. A instituição possui mais de 300 sócios e tem como função defender os interesses das classes comercial e industrial, e de prestadores de serviço da região do Vale, que compreende as cidades de Armazém, Grão-Pará, São Ludgero e Braço do Norte.