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Areia é retirada de área protegida

Foto:João Batista Andrade/Divulgação/Notisul
Foto:João Batista Andrade/Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Laguna

Sem ainda uma vigilância necessária das autoridades nas dunas da Barra do Camacho, já na parte de Laguna, são removidas diariamente cerca de 50 caminhões caçambas de areia, conforme denúncia do presidente da Organização Não Governamental (ONG) Rasgamar – na defesa da natureza, João Batista Andrade. Ele afirma que o material retirado por uma empresa de extração de areia da região está em Área de Preservação Permanente (APP), portanto, não há motivos para ser aproveitada comercialmente. A denúncia já foi impetrada no Ministério Público Federal (MPF), em Tubarão, já que é uma área de Marinha, ou seja, de responsabilidade da União.

De acordo com João Batista, com a exploração não autorizada, os danos ambientais são evidentes e até mesmo irreversíveis. “Tem uma erosão da margem do canal já perceptível, na qual em época de maré alta transborda e atinge o local onde hoje é retirada a areia. Além disso, já é notória a destruição de ninhos de coruja buraqueira, comuns na região”, lamenta.

Ele ainda afirma que o único local que está licenciado para a retirada do produto é o Leito do Canal, porém a atividade neste ponto não ocorre há muito tempo. Segundo o chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca, Cecil Barros, nos últimos dias foram realizadas vistorias no lugar e, por causa de irregularidades já constatadas, uma autorização de exploração da empresa foi cancelada de imediato. “Suspendemos a nossa autorização, mas ela é só um componente. A legalização depende da Fundação do Meio Ambiente (Fatma)”, observa Cecil.

A areia da dragagem do Canal do Leito foi utilizada na construção da SC-100. O Notisul tentou, nesta terça-feira, contato com o gerente de Desenvolvimento Ambiental da Fatma, em Tubarão, Felipe Mello da Cunha, mas não houve retorno. O MPF já instaurou inquérito para analisar o caso e deve se pronunciar nos próximos dias.

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