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Arqueologia: Sambaqui de Cabeçuda será redatado

Carolina Carradore
Laguna

Cerca de dez esqueletos foram recolhidos neste fim de semana no Sambaqui de Cabeçuda, em Laguna, após uma intervenção de pesquisadores que integram o projeto Sambaquis e Paisagens, que estuda 156 sítios arqueológicos do complexo lagunar.

A meta é encaminhar o material recolhido para laboratório afim de redatar o sambaqui de Cabeçuda. “A data de 4,2 mil anos é antiga, registrada na década de 60. Queremos fazer uma reconfirmação da época em que surgiu o sambaqui”, detalha a pesquisadora e arqueóloga do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) da Unisul, Deise Scunderlick Eloy de Farias.

Conchas, material orgânicos e pedaços de esqueletos serão analisados em um prazo de 30 a 40 dias, em Florianópolis. Na região, o sambaqui mais estudado é o Jabuticabeira 2, em Jaguaruna, que tem um período de atividade de cerca de 1,2 mil anos. Em 2007, foram encontrados pelo 120 esqueletos no local.

O projeto

O projeto Sambaqui e Paisagem têm como objetivo principal compreender o conjunto de sambaquis em seu contexto ambiental e paisagístico, a fim de demonstrar os processos de sedentarização, adensamento demográfico e complexidade social da população de pescadores coletores.

A coordenação do trabalho é feita pelo professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Paulo de Blasis, e tem como participantes a Unisul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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