A fotógrafa Juliana Falchetti foi selecionada para participar da 8ª Feira do Livro de Fotolivros Ibero-Americanos, em Portugal.
Lysiê santos
TUBARÃO
Capturar imagens não é, simplesmente, ajustar a câmera e tirar uma foto, a arte fotográfica vai muito além. Com as novas concepções e com o surgimento da arte contemporânea, quando as formas tradicionais de artes se quebram, a fotografia ganha seu espaço. A arte de fotografar tornou-se a paixão da nutricionista e fotógrafa Juliana Falchetti. Natural de Tubarão, atualmente vive e estuda em Lisboa, Portugal.
A tubaronense é especializada na área e foi selecionada para participar da Exposição de Fotolivros Ibero-Americanos, em novembro, durante a 8ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, na Lisbon’s Photobook Fair, em Portugal, na Fiebre Photobook, em Madri, na Espanha, e na exposição A Estrada, em Galiza, também na Espanha. Ela irá expor o livro-objeto “Ensaios”. Centenas de artistas fotográficos de diversos países enviaram seus trabalhos e Juliana representará a Cidade Azul na exposição internacional. Os livros selecionados serão incorporados ao Arquivo Municipal Fotográfico de Lisboa, que reúne um vasto acervo de obras de artistas renomados.
A artista explica que o projeto “Ensaios” é resultado do processo de pesquisa e experimentações que a levou à “Untitled”, projeto final da pós-graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Após meses de trabalho na produção do livro-objeto, a artista tem se destacado e terá suas obras expostas na Galeria Helena Fretta, em Florianópolis, onde seus processos alternativos estarão disponíveis para compra. “São produções únicas que exigem técnica e muita paixão. A arte nos inspira à reflexão e por meio da fotografia artística nosso objetivo é promover a libertação de conceitos e convenções impostas pela sociedade. Pra mim é gratificante poder levar o nome de Tubarão em um evento internacional”, comemora Juliana.
Ensaios
Produção de Fotolivro
No processo ela procurou encontrar um caminho criativo que permeasse suas reflexões sobre as barreiras e limites que os seres humanos se autoimpelem como forma de conseguir viver em um mundo altamente exigente e padronizado. A fotógrafa usou o próprio corpo como metáfora à vida e à arquitetura como metáfora aos claustros psicológicos e estéticos a que somos submetidos diariamente. “Os espaços, com suas formas e regras arquitetônicas são a representação física dos modelos aos quais um corpo orgânico e vivo procura ‘conversar’ e se adaptar. Os ensaios, assim como os rabiscos de um projeto, ganham vida própria e procuram construir uma existência que se encaixe e adapte-se uns aos outros”, explica.
