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As filas para a vacina continuam longas

A procura pelas vacinas aumenta a cada dia em Tubarão
A procura pelas vacinas aumenta a cada dia em Tubarão

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
O vírus da Gripe A voltou a agir com força neste ano. Diferente do ano passado, os números têm deixado muita gente em alerta. E aqueles que não entraram no grupo de risco estipulado pelo Ministério da Saúde (crianças de até 1 ano, 11 meses e 29 dias, gestantes, idosos a partir de 60 anos, índios, doentes crônicos e trabalhadores da área da saúde) fazem filas em clínicas particulares para ser imunizados.
 
Muitas pessoas especulam que as doses da vacina poderá ser aberta para outros grupos de risco. O gerente regional de saúde em Tubarão, Dalton Marcon, solicitou ao secretário de saúde do estado, Dalmo Claro de Oliveira, mais doses, porém, o Ministério da Saúde ainda não deu o aval.
 
As maioria das mortes que foram confirmadas no estado é de pessoas fora do grupo de risco. “Isto também pegou o Ministério da Saúde de surpresa. Mas a justificativa é que não há mais produção, esta vacina é comprada em outro país. Pode ser que para o próximo ano haja novidades”, avalia a enfermeira da 20ª gerência de saúde em Tubarão, Ana Maria Henrique Martins Costa.
 
 
10 pessoas à espera da confirmação
O número de casos confirmados por contaminação pelo vírus da Gripe A aumentou na região de abrangência das 20ª e 36ª gerências de saúde, em Tubarão e Braço do Norte. Até ontem, os dados oficiais apontavam 20 casos.
 
Este número também inclui as três mortes que ocorreram na região. Os demais passam bem. Porém, há ainda outras dez pessoas internadas nos hospitais da região com suspeita de ter contraído o vírus. Elas ainda esperam pelo exame do Laboratório Central (Lacen), em Florianópolis. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias. 
 
Mesmo sem o risco de uma nova epidemia, como a de 2009, a recomendação da equipe da gerência de saúde é para que as pessoas não deixem de tomar as medidas de precaução. “Lavar bem as mãos, usar o álcool em gel e lembrar da etiqueta da tosse também previne outras doenças”, explica a responsável pelo programa de combate à Influenza A na regional de saúde, Marlene de Sousa Gonçalves.
 
A orientação para a pessoa que apresentarem sintomas como febre, tosse e falta de ar é procurar imediatamente os postos de saúde. Todos estão equipados com o antiviral Tamiflu. “Nossa preocupação é não perder mais vidas”, salienta a enfermeira Ana Maria Henrique Martins Costa.
 
Segundo dados oficiais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, já são 268 casos confirmados da H1N1 no estado. Vinte e um perderam a vida. A região que registra mais óbitos pela doença é a de Blumenau. Foram sete mortes e 21 casos confirmados.
 
 
 
 
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