
Tubarão
Cerca de 30 detentos do semiaberto do Presídio Regional de Tubarão voltarão às salas de aula a partir do próximo mês. Um espaço foi adaptada na ala e os móveis chegam amanhã na unidade prisional. Serão oferecidos os ensinos fundamental e médio.
Os móveis foram adquiridos por meio da secretaria de desenvolvimento regional (SDR) em Tubarão. Os materiais didáticos serão fornecidos pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), que também disponibilizará os professores.
“Esta será a primeira vez que eles poderão estudar desde que inauguramos o presídio. É mais um passo em busca da ressocialização. Inclusive, teremos uma turma à noite, para beneficiar aqueles que trabalham”, relata o gerente do presídio, Glauco Roberto dos Santos.
Segundo a pedagoga Emilene Ely, que atua na unidade, todos do semiaberto têm direito a frequentar a sala de aula. “A lista dos interessados já foi encaminhada ao Ceja, para que as matrículas sejam efetuadas. Vários professores atuarão em uma escala de rodízio, pois haverá aula nos três turnos”, explica a pedagoga.
No entanto, o direito de estudar não se limitará somente aos detentos do semiaberto. Os que cumprem pena no regime fechado também serão beneficiados. Com a ajuda do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), de empresas privadas e da Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos de Tubarão (Area-TB), que executou o projeto, outro espaço é adequado.
O local, onde hoje funciona a base da Polícia Militar, será transformado na sala de aula. “Enquanto isto não ocorre, eles fazem leituras dos livros da biblioteca estruturada este ano”, conta Emilene.
Mais 30 detentos serão inseridos no mercado de trabalho
Por meio de um convênio entre o Presídio Regional e a Associação Empresarial de Tubarão (Acit), com apoio do Sine, mais 30 detentos do regime semiaberto serão colocados no mercado de trabalho. Uma reunião entre as entidades e a gerência da unidade definiu as tratativas.
“É a oportunidade que eles têm de reingressar à sociedade quando terminarem de cumprir a pena. Hoje, temos 36 reeducandos que saem diariamente para trabalhar em diversas áreas, em empresas da região, e retornam no fim do dia. Agora, este número subirá para 66”, contabiliza o gerente do presídio, Glauco Roberto dos Santos.
Para isto, uma listagem é elaborada com os nomes e aptidões profissionais de cada um. Eles atuarão em empresas da construção civil. A ala do semiaberto abriga, atualmente, 115 detentos.