
Tubarão
Ao que tudo indica, a partir de amanhã, o cidadão que precisa dos serviços bancários poderá ficar prejudicado. Isto porque a categoria deve entrar em greve. O comando nacional considerou a proposta feita pela Federação dos Bancos (Fenaban), de 5,5% de reajuste, abaixo do esperado e, com isso, mais um serviço essencial terá o seu funcionamento comprometido.
Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, Armando Machado Filho, cerca de 500 funcionários de aproximadamente 50 agências da região deverão entrar em greve. “Amanhã (hoje), às 18 horas, teremos uma assembleia regional para deflagrar a paralisação. A possibilidade de greve é certa, pois acredito que não haverá uma contraproposta. A partir da 0h01min desta terça-feira, os servidores não farão mais o atendimento”, esclarece.
De acordo com o representante dos bancários nas negociações, a oferta patronal não chega perto de repor a inflação de 9,88% e representaria perdas de 4% para os bancários”. A proposta prevê também um abono de R$ 2,5 mil. O presidente salienta que desde agosto foram realizadas diversas reuniões, porém governo e bancários não chegaram a um acordo.
“Há 13 anos, o governo cumpria o Índice de Preço ao Consumidor, o INPC. Mas neste ano as negociações emperraram. Com a crise, o único setor que não é atingido são os bancos. Do segundo semestre do ano passado para o primeiro deste ano, os bancos tiveram um incremento de 40%”, observa.
Adesão
Na região de Tubarão, Armazém, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Grão-Pará, Gravatal, Jaguaruna, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Sangão e Treze de Maio devem realizar o movimento. Quarenta agências e pontos de atendimentos poderão ser fechados, o que envolve cerca de 500 bancários.
Relembre
No ano passado, a greve durou sete dias. A categoria pedia um reajuste total de 12,5% no salário, um piso salarial de R$ 2.975,49, além de outras questões como um 14º salário, vale-alimentação de R$ 724, vale-cultura de R$ 112,50, mais contratações e combate ao assédio moral.
Greves neste ano
Neste ano, na região, foram deflagradas as greves dos professores da rede municipal de ensino em Tubarão (sete dias); dos professores da rede estadual (72 dias); dos funcionários do poder judiciário (48 dias); INSS (84 dias); Celesc (um dia) e Correios (13 dias).