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Banqueiros, juro e poupança

Tem uma turma de aficionados do grupo Lula/Dilma que age intensamente na imprensa e nas redes sociais em defesa do governo federal. Eu os tenho lidos, desde que não sejam aqueles que usam palavreado chulo e sem compostura. Estes mal educados eu os ignoro e são reconhecidos logo nos primeiros pronunciamentos.
 
Com a crescente decomposição da economia brasileira, esse pessoal está voltando a identificar os banqueiros, os juristas e o “clique internacional” como exploradores do pobre povo brasileiro, fazendo aumentar as malesas dos “indefesos”.
Pelo que essa gente escreve a sociedade não deveria pagar os juros “exorbitantes” da dívida porque iriam aumentar a fortuna dos banqueiros.
 
Fico pensando se eles sabem que os banqueiros emprestam o dinheiro dos depositantes. Talvez não tenham tido a oportunidade de ler um balanço de um banco e ver que o patrimônio líquido geralmente está indisponível. Quer dizer que o dinheiro dos banqueiros é mantido em caixa sob a guarda do Banco Central. Se não sabem ler seria plausível que perguntassem a quem sabe.
 
O dinheiro dos depositantes, no final da história, representa uma poupança das pessoas. Podem ou não render juros, depende do negócio que fazem com os banqueiros. O juro é uma maneira de nominar o prêmio que recebem ou receberão pela abstinência do consumo presente. Ou essa gente também estará propondo que as pessoas deixem de poupar e confiem o seu futuro na ação dos governos socialistas que propõem.
 
Antigamente, a poupança preponderante era comprar ou construir casas para alugar e garantir renda da idade avançada. Para atender aos gastos, inclusive de saúde.
 
Hoje em dia, a poupança ocorre de várias maneiras. A principal é a Previdência Social Pública em que o governo promete uma aposentadoria com certas condições. No Brasil, são 40 milhões de segurados do setor privado e mais dez milhões do setor público. Outra poupança é o seguro de saúde (com 35 a 40 milhões de segurados). E tem os chamados Fundos de Pensão. E muitas outras formas como a caderneta da poupança e o FGTS e a participação em capital social de empresas.
 
Todos esses administradores prometem prêmios (juros ou rendimentos). E sabem quem é o principal ‘tomador’ dessa poupança? É o governo federal por meio do Tesouro Nacional, que deve algo como R$ 3 trilhões a um custo médio de 11% ao ano.
Esse é o atual “calcanhar de Aquiles”. A maneira simples de resolver é dar o calote. E, para tanto, é necessário começar a preparar o terreno. A outra maneira é o povo mudar os governantes para que seja adotada outra postura.
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