Após sete meses internado à espera de um transplante, o pequeno Henrique, de 1 ano e 3 meses, finalmente deixou o hospital com um novo coração batendo no peito. A alta médica aconteceu na última quarta-feira (20), em Curitiba (PR), onde o menino passou pelo procedimento.
Natural de Blumenau, no Vale do Itajaí, Henrique foi diagnosticado ainda bebê com miocardiopatia dilatada, uma condição rara que faz o coração aumentar de tamanho e perder a capacidade de bombear sangue adequadamente.
“Por alguns momentos, eu tinha perdido a esperança de trazê-lo para casa”, contou a mãe, Gabriela Martins de Deus.
Sintomas começaram após quadro gripal
Segundo a família, Henrique tinha uma gestação saudável e não apresentava alterações cardíacas ao nascer.
Os primeiros sinais apareceram em setembro de 2025, quando ele começou a frequentar a creche e passou a apresentar sintomas gripais recorrentes.
Inicialmente, exames indicaram bronquiolite. No entanto, em outubro, um novo atendimento médico revelou alterações preocupantes no coração da criança.
“Os testes deram negativo, mas o raio-x mostrou um coração grande e dilatado”, relembrou a mãe.
Após novos exames, os médicos confirmaram que Henrique havia desenvolvido uma miocardite que evoluiu para miocardiopatia dilatada.
Família enfrentou longa espera por transplante
Diante do agravamento do quadro, a equipe médica iniciou tratamento intensivo para tentar estabilizar a insuficiência cardíaca.
Como não houve resposta suficiente aos medicamentos, a família recebeu a notícia de que seria necessário um transplante cardíaco.
Henrique foi transferido para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, referência em transplantes pediátricos.
“Ali nosso mundo caiu. Tentávamos entender por onde começar”, contou Gabriela.
Durante a internação, os pais precisaram se mudar temporariamente para o Paraná e realizar campanhas para arrecadar recursos destinados às despesas do tratamento.
Cirurgia foi realizada em abril
Após uma tentativa frustrada de transplante em março, a família recebeu uma nova notícia em abril: havia surgido um coração compatível.
A cirurgia aconteceu no dia 29 de abril.
“A cirurgia começou às 3h da manhã. Às 7h, o coração já batia forte no peito do Henrique”, relatou a mãe.
Segundo a família, a recuperação surpreendeu a equipe médica e não houve sinais de rejeição do órgão até o momento.
Família agradece gesto de doação
Agora, Henrique seguirá em Curitiba durante algumas semanas para acompanhamento médico antes de retornar para Blumenau.
A mãe também fez questão de agradecer à família doadora.
“O sentimento de gratidão será por toda a vida. Mesmo sem nos conhecer, decidiram doar parte da vida deles no momento mais difícil”, afirmou.
Especialistas reforçam a importância da doação de órgãos, que pode salvar vidas e transformar histórias como a de Henrique.
