O Bitcoin caiu abaixo de US$ 67.000 após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, desencadeando forte volatilidade no mercado de criptomoedas. A maior moeda digital do mundo chegou a recuar de cerca de US$ 69.000 para aproximadamente US$ 63.000 antes de apresentar recuperação parcial na manhã desta terça-feira.
O movimento ocorreu após ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos nos dias 27 e 28 de fevereiro. Segundo dados da CoinGlass, mais de 153 mil traders foram liquidados em 24 horas, totalizando cerca de US$ 517,9 milhões.
Liquidações e impacto nas principais criptomoedas
A forte queda do Bitcoin foi acompanhada por perdas em outras criptomoedas relevantes.
O Ethereum chegou a cair, mas depois recuperou mais de 5%, tentando se manter próximo de US$ 1.960. Já o XRP recuou 9,4%, para US$ 1,29, enquanto a Solana despencou 10,8%, sendo negociada em torno de US$ 78,10 logo após os ataques.
A volatilidade ocorreu em meio à aversão global ao risco, com investidores avaliando a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio.
Operação militar e reação do mercado
O presidente Donald Trump confirmou em rede social que “operações de combate de grande escala” estavam em andamento contra o Irã, em ação conjunta apelidada de “Operação Fúria Épica”.
Explosões foram registradas em cidades como Teerã, Isfahan e Qom. O governo iraniano reagiu com lançamentos de mísseis contra instalações militares dos EUA na região e ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Em meio à tensão, circularam informações sobre a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o que gerou reação imediata no mercado. O Bitcoin chegou a saltar de US$ 64.000 para acima de US$ 68.000 diante da expectativa de um conflito mais curto, mas voltou a oscilar.
Bitcoin é ativo de refúgio?
A turbulência reacendeu o debate sobre o papel do Bitcoin como possível ativo de proteção em momentos de crise.
Inicialmente, a criptomoeda caiu junto com bolsas globais, reforçando seu comportamento como ativo de risco. No entanto, analistas observaram que a recuperação foi mais rápida do que em parte dos mercados tradicionais.
Especialistas apontam que, caso o conflito se prolongue, pode haver impacto na política monetária dos EUA, o que poderia influenciar novamente o mercado cripto.
Mesmo diante da volatilidade, dados do mercado de opções indicaram compra significativa de contratos com preço-alvo entre US$ 74.000 e US$ 75.000 para março, sinalizando apostas em recuperação no curto prazo.
