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BYD avalia entrada no automobilismo e considera disputar a Fórmula 1

Foto: Lars Baron/Getty Images/Bloomberg

A montadora chinesa BYD estuda ampliar sua presença no automobilismo internacional e avalia a possibilidade de disputar a Fórmula 1, segundo informações publicadas pela agência Bloomberg. A empresa ainda não tomou uma decisão final, mas analisa diferentes caminhos para ingressar na principal categoria do esporte a motor.

O interesse da fabricante ocorre em um momento de transformação tecnológica na F1, com maior relevância dos sistemas elétricos nos motores híbridos.

Motores híbridos aproximam montadora da categoria

A evolução do regulamento técnico da Fórmula 1 ampliou o peso do componente elétrico nos motores híbridos. Esse movimento tem atraído novas montadoras interessadas em desenvolver tecnologias que também possam ser aplicadas em veículos de produção.

Nos últimos anos, a categoria confirmou a entrada ou retorno de fabricantes importantes, como:

  • Audi, que assumirá a estrutura da Sauber

  • Cadillac, que prepara sua própria equipe

  • Ford, que voltará como fornecedora de motores

Esse cenário fortalece a possibilidade de novas empresas avaliarem participação na competição.

Possíveis caminhos para a entrada na F1

Ainda sem decisão definitiva, a BYD estuda diferentes estratégias para ingressar na categoria.

Entre as alternativas analisadas estão:

  • Criar uma equipe própria, desenvolvendo carro e estrutura desde o início

  • Comprar uma escuderia já existente no grid da Fórmula 1

O principal obstáculo para qualquer dessas opções é o custo elevado. Estimativas do setor indicam que uma temporada completa pode ultrapassar 500 milhões de dólares.

Outra possibilidade considerada pela empresa seria disputar o Campeonato Mundial de Endurance (WEC), categoria que reúne provas tradicionais de longa duração, como as 24 Horas de Le Mans.

Interesse da FIA em novas montadoras

A eventual chegada de uma montadora chinesa à Fórmula 1 é vista com interesse pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, já declarou em ocasiões anteriores que gostaria de ver mais grandes fabricantes representados diretamente no grid da categoria.

Presença chinesa cresce na Fórmula 1

A relação da China com a Fórmula 1 também se fortaleceu nos últimos anos.

O país recebe corridas desde 2004, quando passou a sediar o Grande Prêmio da China, realizado no Circuito Internacional de Xangai.

Além disso, o país revelou seu primeiro piloto na categoria em 2022, Guanyu Zhou, que disputou 68 Grandes Prêmios até 2024 e atualmente atua como piloto reserva da equipe Cadillac.

Caso avance com o projeto, a BYD poderá se tornar a primeira equipe chinesa da história da Fórmula 1.

Empresa vive momento de contrastes

O interesse pelo automobilismo surge em um momento de contrastes para a montadora.

Globalmente, a BYD registrou queda de 41% nas vendas no último mês, a maior retração desde o início da pandemia de COVID-19.

No Brasil, porém, a marca mantém expansão no mercado de veículos eletrificados, impulsionada pela crescente demanda por carros híbridos e elétricos.

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