Silvana Lucas
Tubarão
Em Tubarão, uma das características do município é ter, ao longo de todo o principal rio, três pontes suspensas em madeira, da qual uma delas é considerada patrimônio do município. Fato que também não tem contribuído com a trafegabilidade dos moradores.
A passagem maior e mais antiga, construída em 1975, é localiza em frente à Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), onde diariamente trafegam centenas de estudantes que se deslocam das áreas centrais e dos bairros próximos.
Para a ponte de arame, como é conhecida a passagem central, o poder público prevê a construção de uma nova estrutura, que está em elaboração desde o mês de janeiro.
“O projeto está em desenvolvimento pela secretaria de urbanismo da prefeitura e, no próximo mês, com o recesso escolar, pretendemos realizar os trabalhos de reforma”, garante o secretário de infraestrutura, Ismael Medeiros.
Já na comunidade do Km 63, a estrutura continua interditada para a passagem de pedestres há mais de três meses, situação que tem prejudicado os moradores das proximidades. “Mesmo com o bloqueio de acesso, muitas pessoas continuam a travessia. Um verdadeiro perigo, já que não há trabalhos de melhorias”, denuncia o morador do bairro, Sergio Marques.
Na comunidade da Guarda, o problema se repete. Moradores utilizam a passagem para transitar de uma margem a outra. “Diariamente, são mais de 100 motocicletas que cruzam a ponte. São funcionários das malharias, estudantes e trabalhadores que se deslocam de um lado para outro. Precisamos com urgência de uma ponte de concreto”, pede o empresário da região, Renato Menegaz.
Para as pontes das comunidades do Km 63 e Guarda margem direita, Ismael conta que não há nenhum projeto de melhorias, por enquanto.
Cuidados na travessia
Vários acidentes já foram registrados nas pontes suspensas. Em janeiro, a funcionária de um salão de beleza, Jadna Pickler da Silva, ao atravessar a estrutura de arame em frente à Unisul, por volta das 12 horas, logo após contornar a entrada metálica, que estava solta e feriu a perna esquerda. No mesmo dia, horas mais tarde, o eletrotécnico João Luiz Larroyd também se machucou ao passar pelo local.
