Início Especial Câmara de Tubarão: Mesmo com mandado de segurança, eleição é feita

Câmara de Tubarão: Mesmo com mandado de segurança, eleição é feita

Com a nova configuração da casa, câmara ficará com oposição fraca.
Com a nova configuração da casa, câmara ficará com oposição fraca.

Zahyra Mattar
Tubarão

Mesmo com o mandado de segurança que anulou a convocação especial para a eleição da mesa diretora da câmara de Tubarão de sexta-feira passada, os quatro vereadores da oposição – os peemedebistas Geraldo Pereira, o Jarrão; Ivo Stapazzol; Evandro Almeida; e o dissidente tucano João Fernandes – teoricamente elegeram o grupo que comanda os trabalhos no biênio 2011-2012.

Os colegas da base governista (Deka May e soldado Madeira, ambos do PP, e os tucanos Jefferson Brunatto e Haroldo de Oliveira Silva), como já haviam anunciado, não compareceram à sessão. Os oposicionistas argumentam que o pleito é válido porque o mandado de segurança rubricado pelo juiz da vara da fazenda, Júlio César Knoll, menciona apenas a convocação de sexta-feira.

Na prática, as coisas não são bem assim. Sentenciados a perda dos direitos políticos por três anos, o vereador Léo Rosa de Andrade (PPS) e o ainda presidente da câmara Maurício da Silva, deixam hoje e amanhã, respectivamente, seus cargos. Com isso, a configuração na casa será outra.

Consequentemente, não restará outra alternativa ao futuro presidente interino Ivo Stapazzol senão convocar novas eleições à mesa diretora do próximo biênio. Antes disso, porém, Ivo terá 15 dias, a contar de amanhã, para chamar as eleições para a composição do grupo de comando até o fim deste ano. Com a saída de Maurício, a câmara ficará sem presidente e vice. Ele ocupava ambos os cargos por conta de um acordo político.

Juiz diz que não tem lados

Com a saída de Maurício da Silva e Léo Rosa da câmara, o vereador Ivo Stapazzol (PMDB) assume e terá que convocar nova eleição da mesa diretora em 15 dias. O suplente de Maurício é Caio Tokarski (PMDB), hoje secretário de administração na prefeitura de São José.
Na sexta-feira ele disse que assume o cargo, mas não sabe por quanto tempo. Caio não esconde a mágoa com os colegas de partido na câmara, sinal de que votará com as bancadas do PSDB e do PP.

O líder da bancada do PSDB, Haroldo Silva, o Dura, já trata de trazer Caio para o lado governista. Confirmou um almoço com Caio nesta quinta-feira. Com a dissidência do tucano João Fernandes no ano passado, por conta das eleições da mesa diretora, não será surpresa se peemedebista faça o mesmo agora.

Em uma nova eleição da câmara, as informações são de que podem ser candidatos os vereadores Dionísio Bressan, Deka May (PP) e Edson Firmino (PDT). Dura e Jefferson Brunato (PSDB) são suplentes. A tendência é Firmino chegar à presidência, o que havia sido combinado no início do mandato, mas João Fernandes (PSDB) aliou-se ao PMDB.

Léo Rosa e Maurício entregarão seus cargos

Condenados a perda dos direitos políticos em uma ação por acúmulo de cargo público, movida pelo Ministério Público em 2003, os vereadores Léo Rosa de Andrade (PPS) e Maurício da Silva (PMDB) terão que aguardar o julgamento de um mandado de segurança e a ação rescisória, que contestará a decisão do Tribunal de Justiça, fora dos seus cargos. Após uma semana tumultuada, ambos retornam de viagem hoje e assinarão a intimação para deixarem suas vagas na câmara.

Léo fará isso hoje. Maurício amanhã, após um coletiva marcada para às 11 horas. “Isso é muito triste, mas é passado. Assinarei a intimação e deixarei a câmara”, resume Léo. Já Maurício, garante que já entrou em contato com a oficial de justiça e assinará sua intimação no fórum. “Não sou maluco. Não precisa ninguém vir atrás de mim. Primeiro farei a coletiva e depois vou diretamente para o fórum”, dispara.

A ação rescisória proposta pelos dois pode levar anos para ser julgada. O mandado de segurança pode ser avaliado em 48 horas. O tribunal teria um prazo de mais dez dias a contar da publicação do acórdão, quarta-feira da semana passada.

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