Zahyra Mattar
Tubarão
As lojas de aviamentos em Tubarão devem estar com as vendas em alta. Ontem, na sessão da câmara, não faltaram seguidas alfinetas. A ação protocolada pelo presidente da casa, João Fernandes (PSDB), contra o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), a “resposta à resposta” do vereador Deka May (PP), e a guerra para ver quem faz mais “requerimentos investigativos” dominaram praticamente toda a sessão.
No mais, pedidos inexpressivos e dois projetos de lei foram apreciados. Um foi aprovado, o do vereador Ivo Stapazzol (PMDB), cujo texto proíbe o uso de capacete em locais fechados. O outro (e mais esperado), a lei que estabelece normas especiais para o funcionamento de bares e similares, do vereador Maurício da Silva, foi tirado da pauta após um pedido de vista do colega Haroldo Silva (PSDB), o Dura.
Fora o mirrado trabalho, o que sobrou foi discursos ora ofensivos, ora desnecessários. Nada foi mais avassalador do que a discussão em torno da ação protocolada pelo presidente da casa, João Fernandes (PSDB) contra o prefeito Manoel Bertoncini, a fim de cobrar R$ 898.280,00 referentes ao duodécimo.
Pela lei, a câmara deveria receber 8% de repasse. Ganha 6%. A base governista fez uma proposta: João retira hoje a ação e terá a paz que quer na casa. Ele não disse se aceita.
Maurício da Silva (PMDB) tomou as dores do presidente e brandou: “Tudo isso (o duodécimo) é sim uma questão político-partidária”, disparou. Dura não deixou por menos: “Esta ação odiosa. Mais uma vez um empregado (referindo a Maurício). Que decepção para quem quer ser prefeito”, alfinetou. Sem clima, a sessão terminou e, como sempre, com uma interrogação.
A resposta
à resposta
Por mais de uma hora, a resposta da mesa diretora à resposta dada anteriormente pelo vereador Deka May (PP) ao episódio da entrevista concedida por ele, onde, para a mesa diretora, a imagem da casa foi denegrida, foi o centro dos debates na câmara, na noite de ontem.
Para a oposição à mesa, a resposta não poderia ser lida em plenário porque não foi votado um requerimento para isso. Edson Firmino (PDT), Dionísio Bressan (PP) e Jefferson Brunato (PSDB) e Dura repudiaram a atitude da mesa. Foi mais de uma hora de discussão em torno do assunto.
A oposição tentou anular a resposta – que já tinha sido lida – e ameaçou deixar a sessão. Em particular, João e Deka acordaram que o documento ficaria com o progressista e ele tornaria a opinião da mesa pública. Ficou a incógnita porque a tal resposta – que nem mesmo Deka entendeu direito qual foi – já havia sido lida e, portanto, está na ata da câmara, este sim um documento público.