Imbituba
Após o recente incêndio em uma área de preservação no bairro Vila Esperança, em Imbituba, ocorrido nesta quinta-feira (16), ambientalistas do movimento ‘SOS Butia CatarinensIs’ organizaram uma mobilização marcada para este domingo (19), às 16h, com ponto de encontro no Tribus Surf Bar, localizado na Estrada Geral da Praia da Ribanceira (Rua João Martins esquina com a Rua Paraíso – Vila Esperança – Imbituba).
A ação que consiste em uma caminhada até o local do incêndio e um abraço simbólico sobre as cinzas da queimada, segundo a organização do movimento, acontece “em virtude da extensa queimada onde muitos frutos queimaram, árvores caíram e o complexo de butiazais e todo seu ecossistema foi fortemente atingido, devastando a bela paisagem da entrada Sul do bairro Vila Esperança (Ribanceira)”.
Por meio das redes sociais, no link https://www.facebook.com/events/1953276251663428/, os ambientalistas pedem que os interessados em participar do movimento confirmem suas presenças no ato em defesa do meio ambiente.
“Junte-se a nós nessa caminhada, se puder venha de preto para representar o luto pelas queimadas ou venha de branco para representar a vida pela terra”, convidam.
Ao final do abraço haverá uma reunião para encaminhamentos e agenda de ações do SOS Butia catarinensis.
Os incêndios
O Incêndio desta quinta-feira, com suspeitas de ter sido criminoso, consumiu seis hectares de mata onde estão localizados os pés de butiá, planta nativa da Mata Atlântica catarinense e que é protegida pela legislação.
Não é o primeiro incêndio na área e as constantes queimadas na praia da Ribanceira e Praia D´Água preocupam os órgãos ambientais e movimentos em defesa do meio ambiente pelo dano causado ao ecossistema como também pela possibilidade de serem criminosos, uma vez que o local está na mira da especulação imobiliária. “Sem a vegetação, a área de preservação ficaria desprotegida e podendo ser utilizada para fins comerciais”, acreditam.
“Para muitos, essas queimadas ocorrem para descaracterizar a vegetação e o ambiente local, visando interesses particulares, já que a região é considerada uma das mais valorizadas de Imbituba, mesmo ainda intacta”, defende o movimento.
