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Caminhoneiros ameaçam parar

No mês de março, a categoria fez manifestação em Capivari de Baixo
No mês de março, a categoria fez manifestação em Capivari de Baixo

Letícia Matos
Capivari de Baixo

Terminou sem acordo a reunião entre caminhoneiros e representantes do governo federal ontem, em Brasília. Os caminhoneiros buscavam a aprovação de uma tabela de frete mínimo, o que não ocorreu. Os representantes da categoria afirmam que vão paralisar as atividades a partir de hoje. Acampamentos já foram montados. As rodovias serão interditadas para passagem de caminhões. Apenas a cidade de Xanxerê, no oeste do estado, poderá ser abastecida. 

O caminhoneiro Evandro Alves, de 41 anos, é de Capivari de Baixo e ontem à noite estava em Rondônia. “Estou indo para o Mato Grosso e já me avisaram que em Campo Grande e Cuiabá estará tudo parado. Estou há 19 anos na profissão e acredito que só assim conseguiremos pressionar o governo”, destaca. Na região da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel) não há confirmação de paralisação.

A tabela de frete mínimo, buscada pelos caminhoneiros, aumentaria em torno de 30% o valor do frete praticado hoje. Eles alegam que esse valor é necessário para cobrir os gastos com o transporte e protegê-los de oscilações do mercado que, conforme eles, costumam repassar a baixa lucratividade no preço do frete.

“Essa tabela garantiria a cobertura de todos os gastos do transporte. Caso algum problema venha a acontecer no agronegócio, por exemplo, que não seja o transporte a pagar por isso. Que não possa ser contratado um frete abaixo do custo. Essa é uma tabela de custo e não de lucratividade”, explicou Gilson Baitaca, representante dos caminhoneiros autônomos.

Ao ouvirem a posição do ministro dos transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e do presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge Bastos, os caminhoneiros abandonaram a reunião, protestando e gritando: “O Brasil vai parar!”. Eles esperavam que o governo considerasse a autorização de uma tabela de fretes, uma vez que já havia afastado a possibilidade de reduzir o preço do óleo diesel, outra reivindicação dos caminhoneiros exposta na paralisação de fevereiro.

Greve
A situação da região com relação ao movimento dos caminhoneiros na última paralisação, em março, prejudicou a região. Em supermercados, o leite e seus derivados, carnes suínas e de aves em cortes resfriados ficaram escassos. Os combustíveis também chegaram a faltar em alguns postos. 

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