
Kalil de Oliveira
Tubarão
A BR-101 foi palco da sexta apreensão de carreta carregada de cigarros paraguaios somente neste ano em Santa Catarina. Desta vez, no Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Biguaçu, o motorista, de 39 anos, alegou que o destino seria Tubarão, com uma carga de 450 mil maços de cigarro avaliada em R$ 1,5 milhão.
De acordo com a PRF, a abordagem ocorreu na manhã de ontem, por volta das 9 horas. “Como é muito barato e não paga imposto, acaba sendo vendido para um consumidor popular e com lucro alto para o contrabandista. Há algum tempo estamos monitorando possíveis veículos”, ressaltou um policial federal.
A carreta, com placas de Campo Largo (PR), ficou detida e a carga estocada no depósito da Receita Federal em São José, que aplicará multa pelo não pagamento de impostos. O motorista foi preso em flagrante por crime de contrabando e encaminhado à Polícia Federal.
750
mil maços de cigarro contrabandeado. Esta foi a maior apreensão do ano da PRF no Brasil, realizada no interior de São Paulo. Em Santa Catarina, o total de cigarros apreendidos é de 3,2 milhões somente em 2016.
Produto pode ser reciclado
A decisão sobre o destino das apreensões de cigarro clandestino ou contrabandeado no Brasil fica a cargo da justiça. Muitas vezes, a ordem é pela incineração, porém isso começa a mudar. Empresas especializadas em reciclagem em São Paulo investiram em tecnologia para transformar o produto em adubo. Há ainda pesquisas para o cigarro virar folhas de papel, revertidos a instituições sociais.
Tráfico de ecstasy
Uma das maiores apreensões de ecstasy no Brasil resultou na prisão de duas jovens (há rumores que são de Tubarão), sábado, em Porto Alegre, no desembarque internacional do Aeroporto Salgado Filho. As mulheres, de 22 e 27 anos, levavam 75 mil comprimidos em um fundo falso da bagagem. As jovens contaram à polícia que vinham de Barcelona, na Espanha, e que a droga ficaria no Rio Grande do Sul. Elas foram presas em flagrante pela Polícia Federal pelo crime de tráfico internacional de drogas.