Zahyra Mattar
Tubarão
Entre esta sexta e a próxima segunda-feira, os servidores da Celesc debatem sobre a possibilidade de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de terça. Ontem, a categoria paralisou as atividades como forma de protesto a falta de negociação junto à diretoria da estatal.
Conforme o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul de Santa Catarina (Sintresc), Amarildo Machado Corrêa, a estimativa é que aproximadamente 2,8 mil dos 3,7 mil servidores da companhia tenham cruzado os braços ontem.
O número sugere uma adesão entre 90% e 95% da categoria. “Em Tubarão, não foi diferente. A participação dos trabalhadores foi ótima, até porque a maioria está indignada com a gestão da Celesc. Querem acabar com a empresa, que é de todos os catarinenses”, dispara Amarildo.
Hoje, o trabalho será normalizado em todas as regionais, exceto em Tubarão, onde é feriado municipal. O acordo coletivo da Celesc é negociado há mais de um mês e até agora as partes não entraram em sintonia no que diz respeito às questões salariais e aos benefícios.
Os trabalhadores temem a perda de direitos (principalmente os novos ingressantes e aposentados) com a posse de nova diretoria, no próximo ano. “Até agora, não conseguimos nada. Ao contrário, a empresa está muito intransigente, quer diminuir planos de saúde e odontológico e reduzir o anuênio, cortar as licenças prêmios e gratificação de férias”, enumera Amarildo.
