
Tubarão
O mês de janeiro foi marcado pelo calor e pelas chuvas frequentes em Tubarão. É o que aponta o relatório climatológico elaborado pela secretaria de Proteção e Defesa Civil, divulgado ontem.
Conforme o relatório, o primeiro mês do ano apresentou chuva acima da média, observando-se o posto do Rio do Pouso que possui série histórica de mais de 70 anos. Pela média histórica, em janeiro chove 146 milímetros. Nesse ano, a precipitação foi de 194,6 milímetros.
A distribuição de chuva variou entre as regiões do município. No São Cristóvão foi registrado o menor volume: 158,4 milímetros, já no bairro Dehon, na localidade de São Judas, foram 231 milímetros. Foram 16 dias com ocorrência de precipitação pluviométrica e, no dia 21, o que teve maior quantidade de chuva, passou de 40 milímetros em todos os locais com medição. Como ocorreu em curto espaço de tempo, provocou alagamentos em vários pontos da cidade.
De acordo com o balanço meteorológico, a variabilidade de precipitação também foi verificada na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão. Com exceção de Rio Fortuna, os demais municípios registraram mais de 300 milímetros de chuva.
Ainda no mês passado, dois municípios sofreram com a chuva forte e concentrada em pouco tempo: em Orleans, no dia 8, a chuva foi superior a 100 milímetros em duas horas, já no dia 15, a situação se repetiu em Laguna, que teve mais de 100 milímetros de precipitação em quatro horas.
Temperatura
A temperatura ficou quase um grau abaixo na média se comparada ao mesmo período do ano passado. “Apesar de ter sido um parâmetro muito comentado pela população, 2014 foi mais quente. No ano passado, a média foi de 26,5ºC e neste foi de 25,6ºC”, afirma o secretário de Proteção e Defesa Civil de Tubarão, Rafael Marques, com base nos dados da estação da Plantar Agronomia, instalada no bairro Vila Moema. Já a estação do município, no Campestre, registrou uma média menor em 2015, 25,3ºC, mas não é possível comparar com o ano anterior, pois a mesma ainda não estava em pleno funcionamento.
“Muito se diz que esse calor é em função do aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2), o que acarreta em mudança climática, entretanto ao utilizar séries históricas de medição, se observa que já houve período com temperatura maior. Por exemplo, em São José, na Grande Florianópolis, em 1936 e 1971 tem-se registro de temperatura maior do que a ocorrida este ano e que o CO2 estava com concentração menor”, pondera Rafael.
Ainda em relação à temperatura, o relatório destaca que em 2015 foram 11 dias com temperaturas máximas maiores que 35°C e em 2014 foram 13 dias. Já sobre a temperatura média, os dois anos registraram 11 dias com temperatura maior que 27°C, conforme dados da estação Vila Moema.
Água
Outro ponto observado pelo documento é a temperatura da água do mar no litoral. Desde dezembro variou de 25ºC a 27°C, condição que normalmente ocorre em março. “Isso levou muitos banhistas à água e ocasionou também um aumento nos incidentes com águas-vivas”, observa Rafael. As temperaturas elevadas no oceano estendem-se até a costa africana.