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Cinzas vulcânicas circularam pela região

Karen Novochadlo
Tubarão

As cinzas do vulcão chileno Puyehue-Cordón Caulle, que entrou em erupção no último dia 4, devem dar volta ao mundo, levadas pelas correntes de vento. Ontem, de acordo com alguns órgãos de meteorologia, elas passaram pela região de Tubarão. Claro que não trouxeram prejuízos, nem se depositaram no solo. As cinzas estão a cinco mil metros de altura.

A erupção do vulcão causou fortes transtornos com o lançamento de uma nuvem de poeira por vários países. De acordo o climatologista Rafael Marques, as cinzas estavam em Tubarão na terça-feira também. E não devem voltar a Tubarão, a menos que novas sejam expelidas. “Para nossa região, se ocorrer precipitação de cinzas, deve ser em muito baixa concentração. A principal consequência é a sensibilização das vias respiratórias, pois o principal componente das cinzas é o silício, mas nada a preocupar por enquanto”, explica Rafael.

As cinzas sobre a região foram registradas por um satélite europeu. Em algumas cidades do Rio Grande do Sul, muitas chegaram a sujar as ruas.
Os meteorologistas da Epagri/Ciram discordam que as imagens sejam de cinzas. “Os ventos que predominam na região são de leste e nordeste, não vêm da região do vulcão”, explica a meteorologista Marilene de Lima. De acordo com a Epagri, as cinzas passaram pela região no fim da última semana.

Voos na Argentina, Uruguai, Austrália e Nova Zelândia chegaram a ser cancelados. Também foram desmarcados voos do Brasil para países da América do Sul. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) recomenda que as pessoas entrem em contato com as empresas de aviação e aeroporto antes de viajar.

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