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Clima de Natal

 

Neste tempo de Natal, somos bombardeados por tantas propagandas das mais diversas naturezas, sendo assim, para muitos não é nada difícil perder o verdadeiro sentido do Natal; o que acontece naturalmente.
 
As diversas igrejas cristãs buscam de tantas formas atrair seus fiéis para o centro do Natal: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Quanta modéstia ao confrontá-lo com tanta ostentação. Quanta simplicidade na sua origem, vivência e testemunho comparados com tanta riqueza, poder e beleza.
 
O ideal de igualdade , partilha, amor  e tantas outras virtudes por ele testemunhadas continuam ressoando nos  corações e feitos de poucos, porém nobres seguidores seus. Como centro dos ensinamentos de Jesus, está o mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Amor cristão, porém exigente, num mundo tão marcado pelos sinais de injustiça, vícios, mortes e pecados. Fixemos nosso olhar na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e iremos entender de seu enlouquecido amor por todos e ao mesmo tempo de maneira peculiar por cada um de nós.
 
Prezados leitores deste tão apreciado jornal, falar de clima de Natal em sua origem implica em falar em ideais nobres, em remar contra a maré e não se deixar levar pela  crista da onda. Não permitir que o ser, o ter e o prazer tomem conta de nossa vida ou nos engulam, metaforicamente falando.
 
Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre nos alude a santa Palavra de Deus e nos motivam para a experiência desta verdade. Os ensinamentos de Cristo são possíveis e a satisfação de realizá-los é encantadora. Olhemos para apenas um exemplo, a grande mulher Madre Teresa de Calcutá. De onde provinha tanta alegria, tanta bondade, tanto amor senão do Cristo a quem ela tanto amava e servia? Poderia elencar tantos exemplos, mas opto por indicar que você observe atos e situações que lhe remetam ao Senhor e Salvador Jesus. Hoje, como outrora, ele continua encantando pessoas de diversas classes, idades, culturas e situações diversas que chegam a ser comoventes. Obviamente que a grande maioria dessas pessoas está sempre no anonimato, faz parte dos pré-requisitos dos verdadeiros seguidores do aniversariante do Natal. 
 
Amenizar o sofrimento dos pobres, presos, doentes e sofredores é indício evidente de quem segue a Jesus de Nazaré. Pensar e buscar transformar estruturas injustas e até mesmo desumanas numa tremenda e assustadora diferença entre ricos e pobres, excluídos e excluidores, marginalizados e marginalizadores, são evidências mais contundentes de quem entendeu  e aceitou os ideais cristãos.
 
Concluo esta modesta reflexão sobre o clima de Natal ancorando-me na Palavra de Deus que ecoa aos meus ouvidos e parafraseando o nobre pregador Pe. Antonio Vieira, os ouvidos do pregador são os primeiros que escutam, e aqui os olhos do escritor são os primeiros que as leem, ei-las, portanto: “Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus”. Enfim, felicito a todos com o comum costume: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo!”.
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