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Com mensagens positivas, amigos criam projeto em resposta ao jogo da Baleia Azul

Na manhã desta quarta-feira a página recebeu 1,5 mil mensagens

Willian Reis
Tubarão

Preocupados com a crescente repercussão do jogo da Baleia Azul, suspeito de já ter feito vítimas, sobretudo jovens, país afora, dois amigos de São Paulo (SP) – um designer, 28 anos, e uma publicitária, 30 – decidiram criar um desafio com a mesma dinâmica, mas com objetivos completamente diferentes.

Em vez de tarefas que põem em risco a vida dos participantes, a dupla propõe o contrário: “passe um dia sem usar palavras negativas”; “faça um novo amigo”; “e olhe no espelho e agradeça por tudo o que você tem na vida” são alguns dos desafios que eles sugerem. É o jogo da Baleia Rosa, cujo objetivo maior é contribuir com a autoestima das pessoas.

Tudo foi muito rápido na criação do jogo da Baleia Rosa. Os dois amigos tiveram a ideia na quarta-feira passada e, ainda no mesmo dia, começaram a listar as tarefas. Chegaram a 80, mas aí foram selecionando até chegar a 50. Os paulistas usaram sua experiência profissional para criar a identidade visual do jogo e, no dia seguinte, quinta-feira, 13, o projeto já estava no ar.

O que começou com Facebook, Instagram e site se expandiu também para o Twitter e outras plataformas, como o Spotify, um serviço para ouvir música digital. Os números não param de crescer: em menos de uma semana, a página no Facebook (Baleia Rosa) já têm cerca de 120 mil curtidas e incontáveis compartilhamentos.

Só na manhã desta quarta-feira a página recebeu 1,5 mil mensagens. “Não esperava que tivesse tanta repercussão. Estamos fazendo de tudo para ajudar”, comenta o designer. Ele e sua colega preferem não se identificar, pois acham que assim os interessados ficam mais à vontade em participar, sem intimidação. Por causa de tanto pedido de ajuda, eles convidaram uma psicóloga para entrar para o projeto. A profissional colabora respondendo às mensagens.

No início, eram jovens com idades entre 13 e 17 anos que chegavam à página. Agora o público está mais variado e vem de todos os lugares do Brasil. Os criadores também recebem mensagem do exterior. Uma delas, vinda do Canadá, pedia que a dupla produza o jogo em inglês.

Os dois têm várias ideias para o projeto, mas preferem colocá-las em prática aos poucos. “Queremos que o público espalhe coisas boas”, afirma o designer.

Imagem: Divulgação/Portal Notisul

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