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Consórcio é intimado a dar explicações

Trabalhadores colocaram fogo em pneus e fecharam o acesso à sede do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. É a terceira greve por falta de pagamento salarial em um ano. Os funcionários do ano passado não são os mesmos de agora.
Trabalhadores colocaram fogo em pneus e fecharam o acesso à sede do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. É a terceira greve por falta de pagamento salarial em um ano. Os funcionários do ano passado não são os mesmos de agora.

 

Zahyra Mattar
Laguna
 
Gestores do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco, responsável pelas obras de duplicação da BR-101 sul no lote 25 foram intimados para uma reunião em Brasília. A informação foi confirmada ontem, no fim do dia, pelo coordenação do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal Edinho Bez (PMDB).
 
O encontro foi convocado pelo diretor de infraestrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, com que Edinho conversou ontem. “Com a paralisação das obras novamente, a discussão em torno da rescisão do contrato voltou com peso. O Dnit não quer chegar neste ponto. Compreensível, resultará em mais atraso ainda. O consórcio será notificado novamente”, afirma o deputado.
 
A rescisão contratual é mau negócio para o grupo, especialmente porque as empresas têm outros trabalhos em andamento com o Dnit e isto pode significar a paralisação desta obra também. Além disso, há uma multa no valor 30% do orçamento que o consórcio tem que arcar.
 
Trabalhadores seguirão paralisados
Enquanto em Brasília a situação está no ‘setor do debate’, em Laguna a obra de duplicação do lote 25 da BR-101 continua parada por falta de pagamento dos trabalhadores. Ontem, quando chegaram na sede do consórcio, às margens da BR-101, na Cidade de Anita, os funcionários foram impedidos de entrar.
 
O guarda tinha ordens de mandar todos para casa, porque não haveria expediente. Ninguém do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco apareceu para falar com o grupo de 25 operários.
 
Indignados, eles tentaram invadir o local, sem sucesso. Os funcionários queimaram pneus e fecharam a estrada que dá acesso à Barranceira. Ninguém voltará ao trabalho até receber os salários atrasados há pelo menos dois meses.
Ex-funcionários do consórcio também reclamam que não receberam a rescisão de contrato, estão com a carteira de trabalho ‘retida’, sem poder dar entrada no seguro desemprego. Eles também alegam que o FGTS não foi depositado.
 
O Notisul entrou em contato com a Araguaia, atual gestora do consórcio. Foram feitas cinco ligações entre 15h21min e 18h02min. Nas quatro primeiras tentativas, ninguém atendeu o telefone. Na última, estava desligado.
 
Os problemas financeiros do consórcio não são de hoje. No ano passado, em julho, os funcionários, na época geridos pela Blokos, também fizeram greve por falta de pagamento salarial.
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