Alvo de processo judicial, obra no Rosa Norte será discutida com a participação de movimentos sociais.
Imbituba
Diversas entidades e movimentos locais foram convocados para participar de uma sessão na Câmara de Vereadores de Imbituba, hoje, às 19 horas, para discutir a situação da chamada Casa do Rosa Norte. O convite partiu do vereador Gilberto Pereira (PR), depois de ter participado de uma assembleia realizada pelo Conselho Comunitário de Ibiraquera.
Conforme o vereador, o debate servirá para “expor a situação atual da construção da Casa do Rosa Norte, localizada na Praia do Rosa, que possui processo judicial por ser considerada irregular”. Ele diz ainda que existe uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que determina a derrubada da edificação.
Pereira afirma que a construção de alvenaria no topo do morro no Rosa Norte é de propriedade privada e está localizada dentro de uma área de Mata Atlântica, de Área de Preservação Permanente (APP) e APA da Baleia Franca (APA-BF).
O vereador diz que a construção representa “prejuízo ao meio ambiente, além de ser um atentado à paisagem do local, na destruição do mais importante cartão postal do município, por estar a Praia do Rosa entre as 30 baias mais belas do mundo”. Em sua avaliação, este título exige que a paisagem local deva ser preservada.
Em seu perfil na internet, o movimento SOS Rosa Norte comentou a convocação para a sessão na Câmara. “Nosso movimento existe há mais de um ano e somente agora conseguiu chamar a atenção do Poder Legislativo. É uma oportunidade única, em que vamos expor um problema que atinge todos: a ocupação desordenada dos espaços públicos e a sobreposição de interesses particularizados sobre os coletivos.”
O grupo lamenta que a “legislação municipal permite edificações de até sete metros nos morros da Praia do Rosa”. “É isso que queremos, morros de concreto?”, questiona a publicação do movimento.
